Pasta explicou que fiscaliza alimentos que entram no país e que acordos internacionais têm regras de segurança
Por conta das enchentes que aconteceram em maio no Rio Grande do Sul — responsável por cerca de 70% do arroz produzido no Brasil —, o governo federal autorizou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a comprar até um milhão de toneladas de arroz estrangeiro. Com isso, produtores de desinformação criaram boatos sobre o produto a ser importado, como o de que ele seria de plástico ou estaria contaminado por vermes, vírus ou outros parasitas nocivos ao ser humano. As afirmações, no entanto, são mentiras.
A medida do governo federal busca garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional mesmo com a perda de produções gaúchas de arroz. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Aviso de Compra Pública divulgado pelo Conab para aquisição do grão foi explícito ao especificar o “arroz beneficiado, polido, longo fino, Tipo 1, safra 2023/2024”. Ou seja, o grão não é de plástico. E, para a importação, a legislação brasileira e os acordos internacionais estabelecem regras de segurança alimentar e contra riscos de disseminação de pragas.
Entre as mentiras que circulam nas redes sociais, uma é a de que o arroz importado que estaria contaminado vem do Paquistão. Além da compra de arroz contaminado não poder ser feita, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os grãos comprados do Paquistão são poucos.
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A quantidade de arroz importada do país representa apenas 0,02% do total no último ano. Em 2023, o Brasil importou 1,03 milhão de tonelada de arroz de 13 países, totalizando US$ 525 milhões. Do Paquistão, foram importadas somente 261 toneladas, totalizando US$ 456 mil.
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A fiscalização e o controle de produtos vegetais e insumos agrícolas importados são executados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).
Fonte: O Globo