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Egito diz ter recebido 29 dos 31 bebês prematuros transferidos do maior hospital de Gaza
Foto: Reprodução

Equipes realizaram a retirada dos recém-nascidos em coordenação com agências da ONU, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Vinte e nove bebês prematuros que ainda estavam no hospital al-Shifa em Gaza após o esvaziamento da unidade, no sábado, chegaram ao Egipto nesta segunda-feira através da passagem de Rafah — a única abertura ao mundo no território palestiniano que não está nas mãos de Israel. A informação foi confirmada pela mídia estatal egípcia Al-Qahera News.

 

As crianças foram retiradas no domingo das instalações, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu como uma “zona de morte”. O exército israelense lançou um ataque contra al-Shifa na quarta-feira, alegando que abrigava uma base do Hamas, algo que o movimento islâmico palestino nega.

 

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou no domingo que os 31 bebês prematuros que estavam no hospital seriam transferidos para o Egito para receberem cuidados médicos adequados. Não foi possível explicar imediatamente por que apenas 29 deles chegaram ao país vizinho. Não há informações sobre o paradeiro dos dois bebês restantes.

 

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Os bebês viajarão sem os pais ou parentes, confirmou uma fonte do ministério. A medida foi confirmada pela Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PCRS, na sigla em inglês), que afirmou que suas equipes realizaram a retirada dos bebês em coordenação com agências da ONU, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Mohammed Zaqut, diretor-geral dos hospitais em Gaza, disse à AFP, na ocasião, que "todos os 31 bebês prematuros no hospital Al-Shifa... foram evacuados", juntamente com três médicos e duas enfermeiras.

 

“Estão em andamento os preparativos” para que eles entrem no Egito, acrescentou.

 

O hospital Al-Shifa se tornou foco de operações israelenses, com o Exército alegando que o Hamas o utiliza como base, enquanto as tropas combatem o grupo por trás dos ataques de 7 de outubro, que mataram 1.200 pessoas, a maioria civis.


Desde então, a autoridade sanitária do Hamas afirma que a campanha militar de Israel matou mais de 12.300 pessoas, a maioria civis.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou neste sábado que trabalha em um plano de evacuação do hospital Al Shifa, em Gaza, alvo de incursões do exército israelense, e qualificou o local como "zona da morte". Neste sábado, havia 25 cuidadores no hospital, além de 291 pacientes, entre eles cerca de 30 bebês em estado crítico, 22 pacientes em diálise e dois em cuidados intensivos.

 

Os membros da missão descreveram o hospital como uma "zona da morte", onde a situação é "desesperadora", informou a organização em um comunicado.

 

"A OMS e seus parceiros estão desenvolvendo com urgência planos para a evacuação imediata dos pacientes restantes, pessoal e suas famílias", informou a organização em um comunicado.

 

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"A equipe encontrou um hospital que não pode mais funcionar: sem água, sem alimentos, sem eletricidade, sem combustível, com provisões médicas esgotadas", escreveu na rede social X (antigo Twitter) o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. 

 

Fonte: O Globo

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