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Eleições 2024: Prefeitos de 20 capitais poderão tentar novo mandato. David Almeida está entre eles
Foto: Reprodução

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante)

Os prefeitos de 20 capitais vão poder tentar um novo mandato na eleição de 2024, que ocorre em outubro (veja na tabela acima). O número é maior do que o de 2020, quando 14 estavam nessa situação.

 

Isso acontece porque, em 2024, há um número maior de prefeitos de capitais (15) que podem concorrer à reeleição (são permitidos até 2 mandatos consecutivos no Brasil) ou que chegaram ao cargo após a renúncia ou morte dos titulares e, agora, podem tentar a 1ª eleição como cabeças de chapa (5 ao todo).

 

Nesse último caso estão os ex-vices Ricardo Nunes (MDB), que assumiu a Prefeitura de São Paulo após a morte de Bruno Covas (PSDB) em 2021; e Rogério Cruz (Republicanos), que sucedeu a Maguito Vilela (MDB) na Prefeitura de Goiânia.

 

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Mapa mostra em quais capitais brasileiras os prefeitos e prefeitas estão aptos à reeleição. — Foto: Foto: Luisa Rivas/g1


Também se tornaram titulares e podem concorrer em 2024 Fuad Noman (PSD), Belo Horizonte, Adriana Lopes (PP), em Campo Grande, e Topázio Neto (PSD), em Florianópolis. Eles substituíram Alexandre Kalil (PSD), Marquinhos Trad (PSD) e Gean Loureiro (União), que renunciaram para concorrer ao governo de seus estados em 2022.

 

Se eleitos, esses 5 podem tentar se reeleger em 2028.

 

CRESCE Nº DE POSSÍVEIS CANDIDATOS À REELEIÇÃO


Além dos ex-vice, 15 prefeitos de capitais podem tentar mais um mandato em 2024 por meio da reeleição. São eles:

 

O número é maior que o de 2020, quando 10 prefeitos de capitais podiam tentar se reeleger.

 

O cenário é semelhante pelo país: em 2024, 81% dos 5.568 prefeitos eleitos podem, em tese, concorrer à reeleição. Em 2020, esse mesmo percentual era de 75% (o número de candidatos tende a ser menor em razão de mortes e renúncias, por exemplo).

 

O QUE EXPLICA AUMENTO DE POSSÍVEIS REELEIÇÕES?


O aumento de prefeitos que podem se reeleger em 2024 é causado por um movimento dos eleitores que, nos últimos anos, acreditaram em novos nomes que prometiam renovação política, comportamento contrário do que acontece atualmente, diz a CEO da consultoria Radar Governamental, Juliana Celuppi.

 

"Voltamos para o status de tradicionalmente reeleger governantes. Nos cenários dos anos anteriores, tanto em 2016 quanto em 2020, em muitos casos a população escolheu nomes que, de alguma forma, representavam renovação - João Doria (São Paulo), Alexandre Kalil (Belo Horizonte), João Campos (Recife) são alguns exemplos".


Outro componente, diz Celuppi, é que muitos prefeitos bem-avaliados optaram por concorrer a outro cargo, o que abriu caminho para seus vices disputarem – como os casos de Bruno Covas (PSDB) em São Paulo, que assumiu a prefeitura quando João Doria (PSDB) deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo, e se elegeu em 2020; e Cinthia Ribeiro, que se tornou prefeita de Palmas após a saída de Carlos Amastha – que acabou por desistir da disputa.

 

COMO ESTÃO AS MOVIMENTAÇÕES


A entrada na disputa eleitoral não é automática. Para tentar um novo mandato, os prefeitos precisam ser sua candidatura lançada por seus partidos – o que acontece de julho a agosto – e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

 

Alguns deles já declararam publicamente o interesse em disputar um novo mandato – ou são colocados como candidaturas certas por integrantes de seus partidos.

 

É o caso de Salvador (BA), onde o ex-prefeito e secretário geral do União Brasil, ACM Neto, afirmou em entrevista à imprensa local que Bruno Reis vai ser candidato à reeleição.

 

Em São Paulo (SP), Ricardo Nunes (MDB) já admitiu que procura vice e que recebeu apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Gilberto Kassab (PSD).

 

Em Florianópolis, o PSD também dá como certa a candidatura de Topázio Neto. Em Fortaleza (CE), o mesmo acontece com o PDT e José Sarto.

 

CALENDÁRIO ELEITORAL DE 2024


No começo de janeiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou novas regras para as eleições de 2024. As propostas serão discutidas e precisam ser aprovadas até março.

 

Em relação à legislação, serão aplicadas pela primeira vez, em eleições municipais, as novas normas que tratam da violência política contra a mulher, a divulgação de notícias falsas na campanha eleitoral e a divisão de recursos de campanha para candidaturas femininas.

 

A eleição municipal também terá o uso de novo modelo de urnas eletrônicas — a UE2022.

 

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O início do prazo para que políticos troquem de partido sem perder o mandato, a chamada janela partidária, vai de 7 de março a 5 de abril. Já o prazo final para novos eleitores tirarem o título, para a regularização de títulos com pendências e para a mudança de local de votação, é dia 8 de maio.

 

Fonte: G1

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