Ex-presidente americano fez declaração durante comício na Pensilvânia, na reta final da campanha
O ex-presidente dos EUA e candidato republicano, Donald Trump, disse neste domingo que "não deveria ter ido embora" da Casa Branca ao final de seu mandato, após ser derrotado por Joe Biden na eleição de 2020, durante um comício na reta final da campanha no estado-pêndulo da Pensilvânia. Trump atacou uma série de novas pesquisas eleitorais, que mostraram avanços da democrata Kamala Harris, e descreveu o Partido Democrata como uma sigla "demoníaca".
— Tínhamos a fronteira mais segura da história do nosso país no dia em que eu saí [da Casa Branca]. Eu não deveria ter ido embora. Quer dizer, honestamente, porque nós nos saímos tão bem — afirmou o republicano durante o comício na cidade de Lititz, o primeiro de uma série de três eventos programados para o penúltimo dia de campanha.
O discurso de um Trump de voz rouca e com ritmo mais lento que de costume ressoou alegações infundadas sobre interferências eleitorais. O republicano afirmou que máquinas de votação seriam adulteradas e que o resultado das eleições precisava ser apresentado até as 23h da terça-feira, acrescentando que os esforços para estender o horário de votação para permitir que mais pessoas votassem — algo que seu próprio partido tem defendido na Pensilvânia — eram equivalentes a fraude.
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A retórica de Trump, que nunca admitiu ter sido derrotado por Biden nas urnas, moldou parte da estratégia de republicanos e democratas para este ano. Os dois partidos reforçaram suas equipes jurídicas, prevendo que a disputa possa vir a ser alvo de uma espécie de "segundo turno" na Justiça. Apenas como parte de uma iniciativa que o Comitê Nacional Republicano descreveu como um "esforço de litigação proativo", a equipe de Trump ingressou com mais de 130 ações na justiça em 26 estados, antes mesmo do dia da votação.
O presidenciável também questionou pesquisas eleitorais que mostraram um avanço de Kamala em alguns dos estados-pêndulo. O último conjunto de pesquisas do New York Times e do Siena College mostrou que a vice-presidente ganhou força na Carolina do Norte e na Geórgia, enquanto Trump reduziu sua vantagem na Pensilvânia e mantém a liderança no Arizona.
POLÊMICA COM A IMPRENSA
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Foto:Reprodução
Enquanto improvisava no palco, Trump também direcionou sua retórica hostil contra a imprensa. Atrás do vidro à prova de balas que o protege desde que foi atingido por um disparo durante um comício em Butler, na Pensilvânia, ele sugeriu que um novo disparo teria que ser feito a partir da área onde a imprensa — a quem se referiu como "fake news" — estava reunida, dizendo não se importar se um disparo fosse feito por lá.
Enquanto gesticulava e apontava para o vidro blindado, Trump apontou em direção à área onde a mídia estava reunida — onde não havia proteção — disse que era onde estavam reunidas "as fake news".
— Para me pegar, alguém teria que atirar através das fake news, e eu não me importo tanto com isso — disse Trump.
A campanha de Trump se pronunciou sobre a declaração do ex-presidente, após o assunto repercutir na imprensa americana. Steven Cheung, porta-voz da campanha, afirmou que a fala foi apenas uma crítica à "retórica perigosa" do Partido Democrata, que Trump diz ter estimulado o atentado contra ele.
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— A declaração do presidente sobre a colocação de vidro protetor não tem nada a ver com a mídia ser ferida ou qualquer outra coisa. Era sobre ameaças contra ele que foram estimuladas pela retórica perigosa dos democratas — disse o porta-voz, citado pela CNN.
Fonte: O Globo