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Em 1920, pessoas tinham que ser convencidas que eletricidade era útil
Foto: Reprodução

Em um primeiro momento, quando ainda não era vista como uma necessidade ou algo realmente prático para a vida das pessoas, a eletricidade foi reconhecida como um objeto de desconfiança. Na primeira metade do século XX, ela estava intrinsecamente ligada a projetos industriais e empresarias, e por isso acabou se afastando do cidadão comum, mesmo com seus benefícios de eficiência e gestão praticamente comprovados após a Revolução Industrial.

 

Símbolo de progresso e modernidade, a eletricidade apareceu pela primeira vez em larga escala durante o final da década de 1870, graças aos esforços de Thomas Edison e Joseph Swan na invenção de lâmpadas utilizáveis. Anos depois, a tecnologia estava sendo vendida como mercadoria, e foi levada às máquinas de manufatura, apesar de ainda não fazer frente aos motores mecânicos a vapor.

 

Foi então que, após 1910, os donos de fábricas mudaram seus pontos de vista e decidiram que seria possível adotar motores elétricos da mesma forma que os modelos a vapor eram acionados. Segundo eles, a capacidade elétrica permitiria que a energia fosse distribuída exatamente onde e quando fosse necessária, independente do tamanho do equipamento de gestão ou das peças acopladas aos sistemas.

 

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Porém, enquanto a energia elétrica já estava sendo encarada como um produto de potencial para empresas e fábricas, as pessoas não pensavam da mesma forma. E apesar de ser um recurso vital na atualidade e quase onipresente em todas as residências, praças, estabelecimentos e mais, ela demorou um pouco para engrenar como um meio de melhorar a qualidade de vida da sociedade.

 

O PAPEL DO CONVENCIMENTO

 

(Fonte: Library of Congress / Reprodução)

Foto: Reprodução

 

Com a baixa adesão da eletricidade até os anos 1920, o Congresso norte-americano decidiu investir em folhetos para esclarecer a população sobre a importância da tecnologia. Inúmeros panfletos foram distribuídos em jornais e tabloides durante a primeira metade do século XX, mostrando como o recurso era utilizado nas instalações e como eles permitiriam uma maior eficiência com trabalhos pesados e exaustivos.

 

Confira abaixo a página:

 

"Nunca antes as questões de economia e eficiência na produção tiveram tanta importância como agora na vida industrial do país. Isso é verdade tanto na fábrica grande quanto na pequena loja. A eletricidade está provando ser o agente mais eficaz na solução desses vários problemas à medida que eles surgem."

 

O jornal foi patrocinado pela New York Edison, empresa de distribuição de eletricidade que estava em alta durante os primeiros anos do século XX. Além de estimular o consumo de sua própria tecnologia, o documento foi publicado como uma estratégia de vencer a concorrência. Em 1900, cerca de 30 empresas da modalidade competiam apenas na cidade de Nova Iorque. Porém, para fortalecer seu negócio, a Edison construiu um gerador elétrico capaz de oferecer 770.000 quilowatts-hora.

 

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Em um primeiro momento, tanto potencial assustou os norte-americanos, chegando até mesmo a fazer com que o ex-presidente dos EUA, Benjamin Harrison, exigisse que funcionários da Casa Branca acendessem e apagassem as luzes, com medo de ser eletrocutado. Hoje, apesar das várias tecnologias existentes e com potencial de mudar a vida das pessoas, muitas delas, em especial as mais recentes e envolvidas com inteligência artificial, são encaradas sob uma certa resistência.

 

Fonte: Mega Curioso

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