NOTÍCIAS
Política
Em Abu Dhabi, Lula diz que decisão sobre guerra na Ucrânia 'foi tomada por dois países' e defende 'G20 pela paz'
Foto: Reprodução

Presidente também afirmou que Estados Unidos e Europa contribuem para continuidade da guerra. Lula retorna ao país neste domingo após viagem à China e Emirados Árabes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (16), em Abu Dhabi, que a decisão sobre a guerra na Ucrânia, que foi atacada e invadida pela Rússia no início do ano passado, foi tomada pelos dois países e defendeu a criação de uma espécie de "G20 pela paz".

 

"A construção da guerra foi mais fácil do que será a saída da guerra, porque a decisão da guerra foi tomada por dois países", afirmou Lula em entrevista coletiva ao final de sua viagem aos Emirados Árabes Unidos. Lula retorna ao Brasil neste domingo.

 

"Quando houve a crise econômica de 2008, rapidamente nós criamos o G20 para tentar salvar a economia. Agora é importante criar um outro G20 para acabar com a guerra e estabelecer a paz", disse Lula.

 

Veja também

 

Lula volta a dizer que Ucrânia também é responsável por conflito com a Rússia

 

Lula visita Emirados Árabes para banquete com xeique e reunião com empresários

A guerra na Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022, após a Rússia invadir o país vizinho. Desde o início do conflito, Kiev passou a receber armamentos e munições de vários países europeus e dos EUA, o que possibilitou segurar o avanço russo e transformar uma guerra que Putin planejava terminar em poucas semanas em um conflito que dura já mais de um ano.

 

"A paz está muito difícil. O presidente [da Rússia Vladimir] Putin não toma iniciativa de paz, o [presidente da Ucrânia, Volodimir] Zelenski não toma iniciativa de paz. A Europa e os Estados Unidos terminam dando a contribuição para a continuidade desta guerra", afirmou Lula.


"Nós precisamos convencer as pessoas de que a paz é a melhor forma de estabelecer qualquer processo de conversação", declarou o presidente.

 

O governo brasileiro chegou a receber pedidos dos europeus para que vendesse munições aos ucranianos. O tema chegou a ser tratado durante a visita do chanceler federal alemão, Olaf Scholz, ao Brasil. Lula, no entanto, recusou os pedidos e afirmou que o Brasil não iria se envolver na guerra.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

As declarações de Lula sobre a contribuição dos EUA e da Europa para a manutenção do conflito ocorrem um dia após o presidente ter defendido o fim do envio de armamentos para Ucrânia e afirmado que os Estados Unidos precisavam "parar de incentivar a guerra". 

 

Fonte: G1

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.