Em último ato como ministro do governo, Dino fez balanço de ações na segurança pública em 2023; ele permanece como senador até 22 de fevereiro, quando assume vaga no STF. Posse de Ricardo Lewandowski no ministério ocorre nesta quinta (1º)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, fez nesta quarta-feira (31) um balanço do ano de 2023 na segurança pública, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi o último compromisso público de Dino no cargo.
A partir desta quinta (1º), ele volta ao posto de senador até o dia 22 de fevereiro, quando está marcada a posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em declaração inicial, Lula elogiou o trabalho de Dino à frente da pasta.
"Esse encontro que nós estamos realizando é um encontro de prestação de contas de um companheiro que prestou serviço extraordinário ao meu governo, num primeiro ano muito difícil, e que a partir de amanhã não será mais ministro da Justiça", disse.
Veja também

Possível divulgação de que aliados eram monitorados causa pânico no clã Bolsonaro
O novo titular da pasta, o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, também participou do evento. Ele toma posse nesta quinta-feira (1º) (veja mais abaixo).
Em seguida, Dino apresentou os dados sobre segurança no ano passado. Veja alguns:
Crimes violentos letais intencionais (homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio): redução de 4,17% entre 2022 e 2023 (de 42.190 para 40.429)
Roubo de veículos: redução de 9,78% entre 2022 e 2023 (de 147.231 para 132.825)
Roubo a instituições financeiras: redução de 40,91% entre 2022 e 2023 (de 220 para 130)
Roubo de carga: redução de 11,06% entre 2022 e 2023 (de 13.101 para 11.652)
Apreensão de armas ilegais por órgãos federais: aumento de 25,5% entre 2022 e 2023 (de 8.502 para 10.672)
Registro de novas armas: redução de 79% entre 2022 e 2023 (de 135.915 para 29.344)
Concessão de porte de armas: redução de 56% entre 2022 e 2023 (de 5.675 para 2.469)
Ao citar a queda no número de armas em circulação, Dino atribuiu a medida aos decretos editados pelo governo para restringir o acesso a armamentos. Segundo o ministro, a política gerou uma "redução do armamentismo irresponsável".
"Nós mostramos que menos armas [representam] menos crimes, essa é a síntese do panorama que nós apresentamos em 2023", afirmou.
TROCA NO MINISTÉRIO
O presidente Lula anunciou a escolha de Ricardo Lewandowski para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública em 11 de janeiro. O nome dele vinha sendo cotado desde a aprovação de Dino para o Supremo.
A cerimônia de posse de Lewandowski está marcado para as 11h desta quinta. À tarde, haverá uma solenidade de transmissão de cargo no Ministério da Justiça.
O novo ministro já escolheu ao menos três nomes para postos importantes na equipe:
Manoel Carlos de Almeida Neto, para o cargo de secretária-executivo;
Mário Sarrubbo, para o cargo de secretário nacional de Segurança Pública;
e Ana Maria Neves, para a chefia de gabinete do ministro.
Também confirmou que manterá Andrei Rodrigues, nome de confiança de Lula, na direção da Polícia Federal.
Em entrevista à GloboNews, Lewandowski afirmou que focará esforços na área da segurança pública, e que pretende investir em atividades de inteligência e na coordenação de polícias para combater o crime organizado.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
"A segurança pública merecerá especial atenção do Ministério da Justiça sob minha gestão, que deverá expandir as atividades de inteligência e a coordenação entre as distintas autoridades policiais da União, estados e municípios para um combate mais eficaz, mais eficiente, à criminalidade organizada", declarou.
Fonte: G1