Palácio do Planalto busca ampliar interlocução com a Corte, o que inclui magistradis indicados por Bolsonaro
Em mais um gesto de aproximação com o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o ministro Nunes Marques para avisá-lo que o juiz João Carlos Mayer Soares seria nomeado para o cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Mayer Soares foi apoiado por Nunes Marques para a vaga.
A informação foi antecipada pela “Folha de S. Paulo” e confirmada pelo GLOBO. Além do ministro do STF, a indicação de Mayer Soares era vista com bons olhos também pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), segundo integrantes do Judiciário.
O Palácio do Planalto vem tentando ampliar os canais com a Corte, o que inclui ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — casos de Nunes Marques e André Mendonça. O movimento tem a participação também do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
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Nos bastidores, além de a nomeação ser vista como um aceno a ambos, a escolha é apontada como um revés para o ministro Flávio Dino (Justiça), já que o nome apoiado por ele, Pablo Zuniga, não foi escolhido. Zuniga também contava com o apoio de Gilmar Mendes.
O TRF-1 é um tribunal que abarca 14 estados e, por isso, suas disputas são sempre observadas com lupa pelo meio político.
Vasconcelos foi indicado pelo critério de antiguidade. Já a escolha de Soares se deu pela regra de merecimento. Eles assumem as vagas abertas com as aposentadorias de Olindo Herculano de Menezes e Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho.
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Como O GLOBO mostrou, além de Nunes Marques, o ministro André Mendonça, também indicado à Corte por Bolsonaro, abriu canal de interlocução com o Palácio do Planalto. A avaliação na Corte é que, no caso de Nunes Marques, a aproximação está mais avançada. Relator de ações que interessam ao Executivo, como a que trata da privatização da Eletrobras, o primeiro indicado por Bolsonaro tem recebido membros da equipe econômica para tratar do assunto.
Fonte: O Globo