Lula disse que padre dedica sua vida a seguir o exemplo de Jesus, enquanto vereadores preparam uma CPI com foco em ONGs
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do padre Júlio Lancellotti, nesta quinta-feira (4/1), após vereadores da base governista de São Paulo articularem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que mira em organizações não-governamentais (ONGs) e no padre. Com a repercussão, alguns parlamentares desistiram de levar o assunto adiante.
Na rede social X (antigo Twitter), o chefe do Executivo deu “graças a Deus” por “figuras como o padre Júlio na capital de São Paulo, que há muitos e muitos anos dedica a sua vida para tentar dar um pouco de dignidade, respeito e cidadania as pessoas em situação de rua. Que dedica sua vida a seguir o exemplo de Jesus. Seu trabalho e da Diocese de São Paulo são essenciais para dar algum amparo a quem mais precisa”.
Lancellotti é reconhecido por seu trabalho de acolhimento da população em situação de rua em São Paulo e esteve com Lula em dezembro no Palácio do Planalto, no lançamento de um programa com investimento de R$ 1 bilhão para ações de assistência social, segurança alimentar e saúde da população em situação de rua, além de combate à violência.
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No evento, o petista também havia dado “graças a Deus” pelos esforços do padre para combater a ampla desigualdade na capital paulista.
Mais cedo, Lancellotti falou ao Metrópoles sobre os preparos da CPI. “Criminalizar as pessoas é uma forma de desviar o foco do problema em vez de atacar a causa”, afirmou.
O pedido de investigação é encabeçado pelo ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), o vereador Rubinho Nunes, que chama o padre de membro da “máfia da miséria”. Para ele, há a suspeita de que as ONGs na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, lucram com as doações recebidas.
Ao fundo, existe a disputa da base conservadora do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e partidos de oposição, em ano de eleição municipal. Além de Lula, Lancellotti é alinhado ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), cotado para a prefeitura da capital paulista.
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O pano de fundo é a disputa entre a base conservadora do prefeito e os partidos de oposição na cidade, que dão apoio ao trabalho social feito pelo padre. O religioso é amigo e apoiador do deputado federal Guilherme Boulos (PSol), que é pré-candidato a prefeito da capital na eleição deste ano.
Fonte: Metropóles