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Em meio à imbróglio por vice, Justiça Eleitoral determina que Carlos Viana inclua aliada de secretário de Zema em peças
Foto: Reprodução

Senador tem feito agendas com indicada que ainda não foi registrada; seu adversário, Gabriel Azevedo (MDB), entrou com ação por omissão

Em meio a um imbróglio pela posição de vice em sua chapa, o senador Carlos Viana (Podemos) sofreu um revés judicial. Entre agendas e postagens que não mencionam a atual vice registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renata Rosa, uma liminar da Justiça Eleitoral expedida neste sábado determinou que a inclusão seja feita nas redes sociais.

 

A ação foi movida pelo presidente da Câmara Municipal e seu adversário nas urnas, Gabriel Azevedo (MDB). Segundo Azevedo, a divulgação de peças de propaganda com a omissão do nome da candidata a vice desrespeitam as exigências legais. O argumento foi acatado pelo juiz eleitoral Guilherme Sadi. Segundo o magistrado, a omissão prejudica a transparência do pleito.

 

"O perigo de dano é demonstrado pelo prejuízo que a veiculação de propaganda sem o nome da candidata a vice e da coligação pode causar ao pleito em razão do fato de que o eleitorado tem o direito de saber quem são os candidatos e seus respectivos vices, garantindo a transparência e a publicidade do pleito eleitoral", diz trecho da decisão que concedeu a liminar.

 

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O pano de fundo da omissão de Renata Rosa é uma briga pública entre Viana e seu partido. Apesar da ausência de Rosa, o senador tem feito campanha com a sua própria indicada, Kika da Serra.

 

Segundo articuladores ouvidos pelo GLOBO, há uma expectativa de que uma mudança na chapa registrada seja feita nesta semana. Neste contexto, anunciar Rosa poderia confundir o eleitor.

 

O prazo de registros das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerra nesta quinta-feira. No entanto, o artigo 69 da resolução 23609, de 2019, permite que a sigla substitua o candidato que tiver seu registro indeferido ou venha a renunciar.

 

Renata Rosa é a indicada da presidente estadual do Podemos, Nely Aquino, que pertence ao grupo político do chefe da Casa Civil do governo Romeu Zema (Novo), Marcelo Aro.

 

Na semana passada, os dois protagonizaram farpas públicas pela posição. Em entrevista à rádio Itatiaia, Aquino chegou a sugerir que Viana desistisse de disputar as eleições na capital mineira e se desfiliasse do partido.

 

— Enquanto ele for filiado ao Podemos, partido presidido por uma deputada federal que tem orgulho de integrar a Família Aro, terá que abrir mão das suas vaidades pessoais se quiser mesmo ser candidato a prefeito — disse.

 

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Segundo a última Quaest divulgada na capital, Viana tem 9% das intenções de voto e está empatado tecnicamente com outros seis candidatos. Quem lidera a disputa é Mauro Tramonte, do Republicanos, com 25%. 

 

Fonte: O Globo

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