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Embargos ambientais: governo federal volta a usar imagens de satélites para suspender atividades de impacto ambiental
Foto: Reprodução

Depois de quatro anos, o governo federal voltou a usar imagens de satélites para suspender - à distância - atividades que causam danos ao meio ambiente. São os chamados embargos ambientais.

 

Imagens de satélite revelaram quase dois mil hectares desmatados sem autorização, no ano passado, desrespeitando a reserva legal. Os agentes do Ibama embargaram a área no fim de junho e multaram o proprietário em mais de R$ 9 milhões.

 

“O embargo, na verdade, é uma declaração que aquela área desmatada foi desmatada ilegalmente e que quem desmatou não pode utilizá-la e tampouco pode comercializar produtos. Então embargar essas áreas impede ou dificulta as pessoas de obterem crédito para financiamento e também dificulta a venda e a compra dos produtos ilegais produzidos nessas áreas”, diz Jair Schmitt, diretor de proteção ambiental do Ibama.

 

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Na sala do Ibama mostrada em vídeo, as equipes de fiscalização se revezam na análise das imagens de satélite que chegam todos os dias. Com base nesse trabalho, o Ibama consegue embargar áreas e aplicar multas por desmatamentos de forma remota, sem os fiscais irem a campo.

 

O embargo remoto é uma estratégia do Ibama que já tinha sido adotada de 2016 a 2018. Mas foi interrompida durante o governo de Jair Bolsonaro. No começo de abril, entre outras medidas para frear o desmatamento, o governo federal voltou a usar a ferramenta.

 

Para identificar desmatamentos recentes, deste ano, e outros praticados nos últimos cinco anos.

 

Em três meses, o Ibama embargou mais de 200 mil hectares por desmatamento ilegal na Amazônia. Uma área maior que a cidade de São Paulo. A maior parte em áreas particulares e outra em áreas públicas e terras indígenas. As multas somaram R$647 milhões.

 

O diretor de proteção ambiental do Ibama disse que hoje a medida é uma das mais importantes para combater o desmatamento na Amazônia e que a intenção é usar essa ferramenta no cerrado e em outros biomas.

 

O Ibama também tem planos de investir em inteligência artificial.

 

 

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“A nossa equipe está desenhando, elaborando um projeto para automatizar todo esse modelo de fiscalização. Então a ideia é a gente é investir em inteligência artificial para aumentar ainda mais a escala, a produtividade dos embargos, da fiscalização remota. É a lógica do que a gente vê do pardal, da fiscalização eletrônica no trânsito, não é? Então, praticamente quase em tempo real detecta-se o desmatamento e automaticamente o infrator é embargado, autuado, punido por aquela infração”, diz Jair Schmitt, diretor de proteção ambiental do Ibama.

 

Fonte: G1

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