O levantamento apontou um total de 7 milhões de negócios inadimplentes, o que representa 32,3% das empresas existentes no Brasil
Outubro de 2024 registrou o pior cenário de dívidas para as empresas brasileiras, desde o início da série histórica da pesquisa Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. O levantamento apontou um total de 7 milhões de negócios inadimplentes, o que representa 32,3% das empresas existentes no Brasil. O valor das dívidas, quando somados, bateu o recorde de R$ 156,1 bilhões.
Comparado com o mesmo período do ano passado, o número de empresas inadimplentes aumentou quase em 500 mil, o que representou um aumento de R$ 30,3 milhões em dívidas de um ano para o outro.
Das 7,0 milhões de companhias negativadas em outubro, 6,5 milhões eram de micro e pequeno porte. Juntas, essas empresas somaram R$ 46,5 milhões de dívidas, cujo valor total foi de R$ 134,1 bilhões. De acordo com o relatório, em média, cada Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) teve cerca de 7,4 contas negativas em outubro deste ano — vale lembrar que cada cadastro pode ter contas em diferentes bancos.
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“Esse aumento na inadimplência pode ser atribuído, em grande parte, à alta das taxas de juros. Quando os juros sobem, o custo do crédito para as empresas também aumenta, tornando mais caro e difícil para elas obterem financiamento. Isso afeta diretamente a capacidade das companhias de gerenciar seu fluxo de caixa e cumprir suas obrigações financeiras”, comenta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
“Além disso, a elevação dos juros pode reduzir a demanda por produtos e serviços, uma vez que consumidores e outras empresas também enfrentam custos de crédito mais altos, resultando em menor receita para as empresas. Esse cenário cria um ciclo vicioso, onde a dificuldade de acesso a crédito e a redução de receitas levam a um aumento na inadimplência, impactando negativamente a saúde financeira das companhias”, completa Rabi.
Entre os setores das companhias, as empresas de “Serviço” lideraram as inadimplências no mês de outubro (56,2%). Em sequência estava o “Comércio” (35,4%), seguido pelas “Indústrias” (7,3%), “Primário” (0,8%) e a categoria “Outros” (0,3%), que engloba o segmento Financeiro e o Terceiro Setor.
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Além disso, a análise também revelou que os estados com maiores taxas de inadimplência do país. O Maranhão teve 43% das empresas com o CNPJ no vermelho. Em seguida, Alagoas (42,3%) e Amapá (40,8%) também se destacaram entre os estados com mais empresas enfrentando pendências financeiras.
Fonte: Correio Braziliense