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Enem: apoiadores de Lula culpam o governo por erro do Inep sobre locais de prova, indica Genial/Quaest
Foto: Reprodução

Levantamento aponta que 7% das postagens na última semana mencionaram a gestão petista como responsável pela alocação de candidatos em escolas a distâncias acima de 30 quilômetros

Um novo levantamento da Genial/Quaest sobre a repercussão da divulgação dos locais de prova do Enem 2023 aponta que 7% das publicações mencionaram Lula ou o governo federal como responsáveis pelo erro do Inep, responsável por organizar o concurso, que alocou candidatos em escolas com distâncias acima de 30 quilômetros de suas casas. Segundo o estudo, feito a pedido do GLOBO, os questionamentos partiram, inclusive, de apoiadores da gestão petista. As menções foram coletadas nas principais redes sociais e sites de notícias entre os dias 24 e 31 de outubro.

 

Além de reclamações relacionadas à desorganização e questões financeiras para o deslocamento, o fato de o presidente não ter se pronunciado sobre o assunto no período de amostragem também foi destacado. A pesquisa aponta ainda que a decisão de adiamento da prova para os alunos prejudicados gerou mais menções negativas (51%) do que positivas (49%).

 

O presidente não publicou postagens específicas sobre o erro do Inep na organização do exame até esta sexta-feira (3). Nesta semana, Lula reafirmou que o governo federal vai criar um programa de bolsas para incentivar que alunos fiquem no Ensino Médio e sancionou um projeto de lei que estabelece regras para o refinanciamento de dívidas para alunos financiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A proposta prevê desconto de até 100% em juros e multas.

 

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A reaplicação da prova em dezembro para cerca de 50 mil inscritos foi anunciada pelo instituto na última segunda-feira. Os internautas criticaram o fato da medida ser válida apenas para distâncias superiores a 30 quilômetros, o que mantém o prejuízo àqueles que também foram alocados em locais distantes, mas sem ultrapassar o limite imposto. Outra reclamação constante, ainda que em menor volume, argumenta que quem tiver a prova adiada terá mais tempo para estudar.

 

Ao todo, mais de 132 mil usuários comentaram sobre o Enem nas redes sociais no período de amostragem, totalizando, aproximadamente, 255 mil menções. Cerca de 80% das postagens foram memes, brincadeiras e dicas sobre a prova, enquanto 20% do debate focou na questão dos locais de aplicação.

 

A divulgação das alocações para a realização da prova, no primeiro dia de amostragem, gerou o maior pico de menções, com críticas e reclamações sobre a distância. Este índice diminuiu nos dias seguintes, mas o anúncio do Inep de que alunos prejudicados poderão realizar o exame em nova data provocou um novo aumento no dia 30.

 

Nesta semana, o ministro da Educação, Camilo Santana, descartou a possibilidade de adiamento geral do Enem e afirmou que o pedido não é cogitado devido à logística do processo.

 

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— Representa 1% dos alunos e eu não acredito que por ser um mês a mais isso vai mudar. Não achamos que por conta de 1%, devemos deixar de aplicar a prova para 99% dos inscritos do Enem na data. A decisão foi manter a prova, até porque isso mexe com toda uma logística enorme do Brasil, envolve estados, locais, estrutura, gráficas e polícia. O que nós vamos garantir é que esses alunos que se sintam prejudicados pela distância do local da residência possam fazer a prova no dia 12 e 13 de dezembro — disse Santana. 

 

Fonte: O Globo

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