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Enem 2023: jovens se emocionam ao identificar suas histórias e das mulheres de suas famílias no tema da redação
Foto: Reprodução

Muitos dos candidatos que vão deixando as salas neste primeiro dia do Enem 2023 afirmam que ficaram felizes — e mais confiantes — ao identificarem suas histórias de vida ou das mulheres e matriarcas de suas famílias no tema escolhido para este ano para a prova, os "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.

 

"Tirei de letra", define Gustavo Mikael, de 23 anos. Ele saiu confiante da Universidade Presbiteriana Mackenize, em São Paulo, na tarde deste domingo.

 

— Eu fui criado pela minha mãe e pela minha avó, então a vida toda eu vivi isso, sei que o serviço da mulher em casa não é considerado trabalho, acham que é obrigação. É um trabalho invisível -- explicou. -- Elas me ajudaram não só a ir bem na redação, mas formaram quem eu sou hoje.

 

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A avó de Gustavo, que faleceu no ano passado, deixou a escola ainda no primário. A mãe não chegou ao Ensino Médio e precisou parar de trabalhar por conta de problemas nas costas. Gustavo quer fazer faculdade de Química e trabalhar no desenvolvimento de produtos de limpeza. Se seus planos forem bem-sucedidos no Enem, ele será o primeiro da família a entrar na faculdade.


Mariana Pereira, de 28 anos, foi uma das primeiras candidatas a deixar a sala na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro. Ela disse que achou a prova "tranquila" no geral, e também comentou que o tema da redação refletiu o seu cotidiano.

 

— Pela atualidade, fica bem mais fácil. Eu acho que a redação refletiu muito a minha vida agora, sabe? Sou mãe e cuido do meu filho em casa. Acaba que é um trabalho não remunerado — conta.

 

Mariana já é formada em Engenharia de Produção. Natural de Mato Grosso, ela optou por fazer o Enem para escolher uma nova profissão, que ainda não decidiu qual será.

 

Em Fortaleza (CE), o estreante no Enem, o estudante João Guilherme, de 16 anos, assim como Guilherme, também contou que recordou da história de vida de sua mãe ao se deparar com o tema da redação.

 

— Perdemos nosso pai muito cedo. Então, ela sempre teve que se dedicar muito a mim e a minhas irmãs, de 6 e 12 anos. Quando vi o tema, lembrei dela. Lembrei de minha mãe — contou, emocionado.


Aluno do 2° ano do Ensino Médio, ele fez o exame na Universidade Estadual do Ceará (UECE), no bairro Itaperi, em Fortaleza. O jovem revelou que pretende cursar Informática na Universidade Federal do Ceará (UFC).


— Gostei da prova, só achei cansativos os enunciados com mais de meia página. Eu sou de exatas. Então, em tese, devo me sair melhor no próximo domingo — opinou.

 

Na Universidade Presbiteriana Mackenize, em São Paulo, assim que os portões reabriram, às 15h30 deste domingo.

 

Primeiro a deixar o prédio, Christian Henrique Moreira Alves de Lima, de 20 anos, gostou do tema, embora o tenha considerado "polêmico" por ainda dividir a sociedade brasileira.

 

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— Nós vivemos num país muito machista, onde muita gente não aceita ser igual ao outro — comentou Christian Henrique Moreira Alves de Lima, de 20 anos, outro aluno ao deixar o prédio, e que disse ter aprovado o tema. 

 

Fonte: O Globo

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