Um grande incêndio consumiu um centro comercial com 3 mil lojas na madrugada desta terça-feira (4/4) em Dhaka, capital de Bangladesh. Centenas de bombeiros foram mobilizados para conter a combustão, que durou cerca de seis horas e atingiu o popular mercado de tecidos Bangazar.
De acordo com informações divulgadas pela polícia à Agência France-Press (AFP), pelo menos 11 pessoas ficaram feridas, incluindo cinco profissionais do Corpo de Bombeiros local. Até o momento, não há registro de vítimas fatais.
Segundo a agência, os comerciantes e lojistas estavam assustados e receosos com a perda das mercadorias que esperavam vender na celebração Eid al-Fitr. O evento encerra o período do Ramadã, seguindo o calendário mulçumano.
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A causa do acidente ainda é desconhecida. Entretanto, incidentes como explosões e demais incêndios nos prédios da capital são constantes. Geralmente, acontecem devido a vazamento de gás e redes elétricas em mal estado.

O famoso centro comercial Bangazar foi construído nos anos 1980. As lojas têxteis são destino popular para marcas de moda ocidentais, como Tommy Hilfiger, Zara e H&M.

Desabamento em Bangladesh

Em 2013, uma tragédia na capital do país, Dhaka, revelou um lado obscuro da indústria das roupas e que não recebia atenção. Cerca de 1.300 pessoas morreram em um incêndio causado pelo desabamento do edifício Rana Plaza, de três andares, ocupado por uma confecção de moda.


Fotos: Reprodução
A fábrica irregular descumpria as normas básicas de segurança impostas pelo país. Seis meses antes da catástrofe, no mesmo local, um incêndio matou 100 funcionários. Na época, o mundo teve conhecimento da situação de Bangladesh e passou a refletir, com mais afinco, sobre o desejo insaciável por roupas mais baratas.
VIDEO: Hundreds of firefighters on Tuesday battle an immense blaze at a popular clothing market in the Bangladeshi capital, blanketing the city's oldest neighbourhoods in black smoke. pic.twitter.com/36MxnqQ6m6
— AFP News Agency (@AFP) April 4, 2023
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No entanto, atualmente, inúmeras confecções ilegais ainda operam no país e não cumprem as regras de segurança impostas pelo governo. Imigrantes e menores de idade estão entre os operários que se arriscam no trabalho. Todavia, existem fábricas regulares no país.
Fonte: Metrópoles