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Entenda como um lugar alvo de testes de bombas nucleares virou um santuário
Foto: Reprodução

O Atol de Bikini, uma região do Oceano Pacífico nas Ilhas Marshall, da Oceania, tem chamado a atenção de cientistas por sua impressionante recuperação nos últimos 65 anos. O local é considerado um dos mais radioativos do planeta, mas se transformou em um verdadeiro santuário da vida marinha.

 

Bikini foi alvo de testes nucleares feitos pelos Estados Unidos entre 1946 e 1958. Foram 23 bombas testadas, uma delas a maior bomba atômica detonada pelos EUA, 1100 vezes mais potente que a de Hiroshima. A população de 167 habitantes foi evacuada antes do início dos experimentos e nunca mais pôde retornar.

 

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) explica que há “uma contaminação ambiental quase irreversível”, não sendo possível ingerir nada que venha da ilha. Nesse cenário, o cientista Steve Palumbi, da Universidade de Stanford, nos EUA, ficou surpreso ao encontrar uma vida marinha desenvolvida ao fazer uma expedição ao Atol de Bikini em 2016.

 

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Ele conta que, na cratera aberta pelos testes atômicos, há um grande coral, centenas de cardumes e crustáceos. Há também tubarões, sem a segunda barbatana dorsal, um efeito da radiação, e cardumes de peixes arco-íris, maiores que os vistos em outros locais.

 

PORQUE ISSO OCORRE


Cientistas ainda estão estudando o ecossistema de Atol de Bikini para entender como a vida marinha ficou tão desenvolvida considerando as circunstâncias. Mas a causa mais provável é o abandono da ilha pelos seres humanos e a proibição da pesca no local.

 

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Estima-se que os seres humanos reduziram a biomassa total de peixes em aproximadamente 100 milhões de toneladas desde os tempos pré-históricos. Mesmo em um ambiente inóspito e radioativo, sem a influência humana, a vida consegue prosperar. 

 

Fonte:Revista Fórum

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