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Equador: 1º dia de 'Conflito Armado Interno' teve 10 mortes e 70 suspeitos presos, indicam autoridades
Foto: Reprodução

O Equador começa a contabilizar os danos provocados pela onda de violência que irrompeu no país após a fuga da prisão do líder da maior facção criminosa equatoriana e fez o presidente Daniel Noboa decretar estado de "Conflito Armado Interno" em todo o território nacional.

 

No primeiro dia sob o decreto, nesta terça-feira, balanços preliminares apontam que dez pessoas morreram e dezenas de pessoas foram presas, em incidentes relacionados aos atos de violência.

 

A maioria dos mortos era da cidade de Guayaquil, onde está localizada a prisão de segurança máxima em que cumpria pena Fito, líder da facção Los Choneros. De acordo com informações do centro de gestão de segurança pública municipal, oito pessoas foram mortas na cidade na terça-feira, e outras três ficaram feridas, incluindo um policial.

 

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Até às 18h30 de terça (20h30 em Brasília), 1.932 chamadas notificando crimes foi atendida pela central, e 650 situações de emergência foram atendidas. Um balanço da Polícia Nacional do Equador divulgado durante a madrugada desta quarta-feira (por volta das 03h em Brasília) indica que 70 pessoas foram presas por participação no que o governo classifica como "atentados e atos terroristas".

 

Ainda de acordo com o balanço, que dispõe de dados preliminares, 17 foragidos também foram recapturados pelas autoridades. A Polícia Nacional também indicou que três dos sete policiais sequestrados por criminosos desde o início dos tumultos foram resgatados, sem dar detalhes adicionais.

 

Segundo o relato do jornal equatoriano Extra, os policiais foram retirados de dentro de uma unidade de segurança comunitária da cidade de Machala por homens armados, e posteriormente abandonados em um barco no Golfo de Guayaquil. Ainda segundo a publicação, dez pessoas foram presas por envolvimento no caso.

 

A autoridade policial também informou que oito eventos com artefatos explosivos foram controlados. Quinze coquetéis molotov, nove armas de fogo e 308 munições foram apreendidas.

 

As facções criminosas do Equador — que até pouco tempo atrás era considerado um dos países mais pacíficos da América do Sul — declararam guerra ao governo após o presidente Daniel Noboa declarar estado de emergência, no domingo, após a fuga de Fito da prisão.

 

Apesar da ameaça das facções, Noboa não recuou e emitiu um novo decreto, desta vez instaurando um estado de "Conflito Armado Interno". Na prática, a ordem autoriza as Forças Armadas a "neutralizar" 22 grupos criminosos em atuação no país, que passaram a ser considerados "organizações terroristas".

 

As facções apontadas como terroristas foram listadas pelo Conselho de Estado e de Segurança Pública do Equador, que ficará responsável por atualizá-la com base em "relatórios técnicos". Foram incluídas, inicialmente: Águillas, ÁguillasKiller, Ak47, Caballeros, Oscuros, ChoneKiller, Choneros, Corvicheros, Cuartel de las Feas, Cubanos, Fatales, Gánster, Kater Piler, Lagartos, Latin Kings, Los p.27, Los Tiburones, Mafia 18, Mafia Trébol, Patrones, R7 e Tiguerones.

 

AJUDA INTERNACIONAL

 

Polícia equatoriana afirmou ter prendido 70 pessoas durante os tumultos de terça-feira — Foto: Polícia Nacional do Equador via AFP

Foto:Reprodução

 

Com a disparada de violência na terça-feira, países da região se voluntariaram para enviar ajuda ao Equador para combater as facções criminosas.

 

A chancelaria do governo recém-empossado da Argentina, liderado por Javier Milei, emitiu um comunicado manifestando apoio às medidas adotadas por Daniel Noboa para enfrentar as facções, enquanto a ministra da Segurança Pública argentina, Patricia Bullrich, sinalizou em uma entrevista que poderia enviar tropas para ajudar o combate ao crime, classificando a questão no país como "uma questão continental".

 

Em declarações menos diretas, os presidentes de Bolívia e Colômbia, Luis Arce e Gustavo Petro, afirmaram estar "a disposição" para ajudar o Equador da maneira que fosse "necessário". Os dois países estão entre os principais produtores de cocaína do mundo.

 

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Em uma publicação no X (antigo Twitter), Arce afirmou que os países da região precisam criar ações conjuntas para enfrentar a criminalidade transnacional, mencionando a proposta do país de criar uma Aliança Latino-americana Antinarcóticos. (Com AFP) 

 

Fonte:O Globo

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