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Escalada entre Hezbollah e Israel foi calibrada para evitar guerra total
Foto: Reprodução

Após quase um mês de espera, ocorreu na madrugada deste domingo a tão aguardada retaliação do Hezbollah contra o ataque israelense que matou Fuad Shukr, comandante militar do grupo, em um subúrbio xiita de Beirute. Israel se antecipou e realizou uma ação preventiva contra alvos da organização no Sul do Líbano. Ainda assim, a organização aliada do Irã diz ter lançado 320 foguetes katyushas contra o Norte de Israel que não provocaram danos relevantes.

 

Ambas ações parecem ter sido calibradas para evitar uma escalada em direção à guerra total. O líder do grupo, Hassan Nasrallah, afirmou em discurso gravado que os alvos seriam uma base da Mossad em Gilot, próxima a Tel Aviv, e uma base aérea também perto da metrópole israelense. Não há informação se esses alvos foram atingidos. Mas indicam que seria algo “proporcional” à ação israelense semanas atrás em Beirute. Ele acrescentou que a organização teria optado por não atingir civis.

 

Ainda assim, o episódio não se configurou como o pior cenário. O temor era de que o Hezbollah realizasse uma ação militar de grandes proporções contra grandes centros populacionais como Haifa e Tel Aviv. Não foi o que ocorreu. Desta forma, diminui TEMPORARIAMENTE o risco de uma escalada para uma guerra total.

 

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Tanto Israel quanto o Hezbollah preferem, por enquanto, manter o conflito restrito praticamente à região de fronteira, a não ser por ocasionais bombardeios de Israel a Baalbek, no norte do Vale do Beqaa, onde há uma presença grande do grupo xiita. Não é do interesse de nenhum dos lados um conflito que englobe ataques mútuos a Beirute, Tel Aviv e Haifa. Ao mesmo tempo, enquanto não houver cessar-fogo em Gaza, o risco de uma guerra total entre os dois lados permanece.

 

Além disso, dezenas de milhares de pessoas tanto no Sul do Líbano quanto no Norte de Israel seguem fora de suas casas desde a eclosão dos enfrentamentos em outubro do ano passado, quando o Hezbollah atacou inicialmente Israel em solidariedade ao Hamas.

 

O grupo já deixou claro que suspenderá as ações militares contra Israel caso o governo de Benjamin Netanyahu chegue a um acordo com o Hamas. O governo de Benjamin Netanyahu, por sua vez, quer garantias de segurança para o retorno dos habitantes israelenses a suas casas próximas à fronteira israelense-libanesa.

 

Os EUA e a França, junto com outros países, buscam mediar um acordo paralelamente para encerrar o conflito entre Hezbollah e Israel. A ideia, que conta com o apoio do governo do Líbano, seria a de o Exército libanês ser mobilizado para a fronteira para fazer a segurança, além da manutenção das forças de paz da ONU (UNIFIL).

 

O Hezbollah, ou ao menos suas forças especiais, recuariam para alguns quilômetros mais ao Norte do território libanês. Israel, por sua vez, pararia de violar a soberania libanesa como no caso dos sobrevoos de caças supersônicos sobre Beirute e o uso do espaço aéreo do Líbano para bombardeios à Síria.

 

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Em uma segunda etapa, haveria uma negociação entre Israel e Líbano sobre áreas disputadas, como as Fazendas de Shebaa e Ghajjar, que são territórios sírios, segundo a ONU, ocupado ilegalmente por Israel e reivindicado pelos libaneses. Os dois países, em 2022, chegaram a um acordo mediado pelo governo Biden para a divisão de bacias de gás no Mediterrâneo.

 

Fonte:O Globo

 

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