Financial Times, do Reino Unido, mencionou reportagem do g1 para expor a fragilidade e as brechas dos projetos de crédito de carbono em comunidades tradicionais do Pará. Entre os problemas estão o uso de terras públicas como se fossem particulares para ne
Na melhor das hipóteses, o mercado de crédito de carbono na Amazônia envolve regras opacas e direitos à terra complicados, e fazer negócios é uma tarefa árdua. Na pior, a região é uma terra sem lei.
A conclusão é de uma reportagem publicada na terça (11) no Financial Times, publicação britânica especializada em economia.
O texto parte de uma investigação publicada no g1 que revelou que empresas brasileiras e estrangeiras usaram terras públicas na Amazônia para lucrar, de forma irregular, com a venda de créditos de carbono para gigantes multinacionais.
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A Defensoria Pública do Pará entrou com ações na Justiça contra empresas que criaram os projetos os colocaram à venda na Verra, maior plataforma internacional do mercado voluntário de crédito de carbono.
O g1 esteve em comunidades tradicionais ribeirinhas em Portel, área que pertence ao governo do Pará. No local foram vendidos créditos de carbono para gigantes como Boeing, Air France e o Liverpool, clube de futebol da Premier League inglesa. Essas corporações não são alvo das ações da Defensoria.
O Financial Times diz que as falhas no processo de venda de crédito de carbono impõem a necessidade de "due diligence", ou uma auditoria prévia, com o objetivo de analisar eventuais riscos e investigar mais a fundo as informações importantes da empresa alvo.
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“Projetos de crédito de carbono não são para organizações bem-intencionadas que não tenham um bom nível de especialização”, disse ao Financial Times Pedro Brancalion, professor do Departamento de Ciências Florestais da Universidade de São Paulo. “É um território complicado. Não é para amadores.”
Fonte: G1