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Escola nega que irá fornecer caixa de areia para alunos que 'se identificam' como gatos no País de Gales
Foto: Google Maps/Reprodução

A escola West Monmouth, no País de Gales

Uma escola no país de Gales foi obrigada a desmentir que iria oferecer caixas de areia para alunos que “se identificassem” como gatos. A West Monmouth, localizada na cidade de Pontypool, no País de Gales, encaminhou uma carta aos responsáveis negando os boatos, nesta sexta-feira. O rumor teria começado nos Estados Unidos.

 

Na carta, citada pela BBC News, a vice-diretora Claire Hughes escreveu que a escola tomou conhecimento da “existência de uma série de questões e preocupações” levantadas a respeito do provimento de caixas de areia.

 

“Gostaria de aproveitar a oportunidade para assegurar aos senhores que não temos, e nem pretendemos ter, quaisquer caixas de areia na escola”, disse.

 

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O documento pontuou que, “apesar de [West Monmouth], ser uma escola inclusiva e acolhedora”, a instituição não tomaria medidas para alunos que "possam se identificar com um animal de qualquer espécie”. E acrescentou:

 

“Este tipo de comportamento não é aceitável na escola e, por isso, não existem quaisquer medidas desse tipo, tais como areias sanitárias”.

 

De acordo com o Conselho de Torfaen, mencionado pelo jornal britânico, a carta teria sido enviada após “rumores e desinformações” terem sido espalhadas na internet.

 

ATAQUES ÀS PESSOAS TRANS

 

Apesar da carta genuína, na outra ponta está uma história fabricada: a informação de que as escolas passariam a fornecer caixas de areias aos alunos que se identificam como “furries” (peludo, em inglês) surgiu em grupos da extrema-direita americana para atacar jovens transexuais.

 

A palavra "furry" designa um ser antropomórfico, isto é, um animal com características humanas. Pessoas que gostam de acompanhar, se vestir e consumir conteúdo sobre esses personagens integram o furry fandom.

 

A informação começou a ser espalhada pelo podcaster Joe Rogan, do podcast The Joe Rogan Experience. A história, originalmente contada por Rogan à ex-deputada do Havaí Tulsi Gabbard, foi apresentada como um relato revelado pela “mulher de um amigo” do apresentador, segundo o The Guardian. A mulher, de acordo com Rogan, seria professora em uma escola que oferecia caixas de areias nos banheiros femininos ao lado dos vasos sanitários.

 

O relato falso, segundo a reportagem, teria raízes em ataques contínuos contra jovens transexuais. Um relatório da NBC News mostrou que pelo menos 20 candidatos e autoridades repetiram a história, embora nenhum dos distritos escolares citados realmente oferecesse as caixas sanitárias.

 

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— Eu alimentei isso e me deixei levar — eu deveria provavelmente ter esclarecido isso — admitiu Rogan meses depois, segundo o The Guardian, acrescentando que a “esposa do amigo” havia “mudado de escola” e que ele não poderia confirmar se o local de trabalho atual teria ou não as caixas de areias.

 

Fonte: Extra

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