Nesta terça-feira, pelo menos 90 escolas técnicas estaduais (Etecs) e faculdades de tecnologia (Factecs) entraram em greve no estado de São Paulo. Professores e funcionários reivindicam reajuste salarial acima da inflação. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), a greve é por tempo indeterminado.
Além do salário, os trabalhadores também pedem a determinação de data para pagamento do bônus da educação e definição das discussões sobre a carreira. Em 13 de julho os funcionários fizeram uma paralisação de um dia como alerta.
Neusa Santana Alves, secretária-geral do Sinteps, relata a luta da classe por melhorias no trabalho. “Estamos entrando em greve porque nossa pauta não foi atendida nos itens econômicos mais importantes. O reajuste salarial ficou muito aquém daquilo que deveria, que seria pelo menos repor a inflação do período. O bônus não tem ainda uma data correta para o pagamento, e a questão da carreira, que era para fechar a discussão em junho e ir para o governo estadual, ainda não tem data. E já estamos tentando esse diálogo desde janeiro”, conta a funcionária.
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A funcionária também comenta que quando o governo estadual anunciou que faria um reajuste no salário para a segurança em até 34%, a categoria acreditou que seria a partir de 15%, mas o aumento real foi de 6%. “Quando ele [governo] falou que iria verificar o valor para os outros setores, nós imaginávamos que não seria uma coisa tão boa, mas que seria minimamente a inflação do período. A insatisfação é geral”.
Outro descontentamento dos trabalhadores, afirma Neusa, é em relação ao período da pandemia de Covid-19, quando todos os servidores cederam seus benefícios, como sexta parte e quinquênios, e não foram repostos, como se acreditava que aconteceria. “Na verdade, não houve compromisso nem do governo anterior, nem do atual. Tudo isso acabou acarretando mais ainda a questão do arrocho salarial de todos”.
MANIFESTAÇÃO
Na tarde desta terça, os professores e funcionários se concentraram no campus da Fatec, na Praça Coronel Fernando Prestes, nº 74, mesmo prédio onde está instalado o Sinteps. A partir dali, saíram em passeata pela Avenida Tiradentes rumo à administração central do Centro Paula Souza, na Rua dos Andradas, 140, bairro Santa Ifigênia.
De acordo com o sindicato, o ato foi realizado no campus da Fatec com o objetivo de demonstrar indignação com a decisão do governo estadual de “ceder” as instalações do prédio histórico para uma universidade privada.
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A manifestação também reforçou os quatro eixos da greve (reajuste, bônus, carreira e defesa das escolas do centro), e contou com apoio das entidades estudantis. O governo estadual foi questionado sobre o tema, mas ainda não se posicionou.
Fonte:Revista Fórum