NOTÍCIAS
Interior em Destaque
Especialistas apontam alternativa à órgãos de controle para inibir ação de criminosos do comércio ilegal de tartarugas, tracajás, manejos do pirarucu, animais silvestres e essências naturais e de minérios, no interior do Amazonas
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - A previsível retomada da caça e o comércio ilegal de quelônios (tartarugas e tracajás), manejos de pirarucu nos rios e lagos da mesorregião amazonense do Purus, Madeira, Solimões e do Rio Negro, segundo especiaslistas, sempre foi uma constante, nessa época do ano, principalmente em áreas de proteção ambiental e do entorno de reservas de desenvolvimento sustentável de âmbito estadual e da União.

 

De acordo com analistas consulados, “os danos à fauna são irreparáveis ao ecossistema da Amazônia , e especialmente, do Estado do Amazonas cuja estrutura de fiscalização ambiental foi classificada no quadriênio 2019-22, “como “frouxa e, propositadamente, de claro desmonte dos órgãos ambientais”.

 

Segundo dados dos anais do Ibama, no Distrito Federal, o comércio pirarucu, tambaqui, mapará e outras espécies cobiçadas pelos mercados regional, nacional e externo, “é ilegal no Brasil e, especialmente, na Amazônia. Pirarucu e quelônios (tartaruga-da-Amazônia e tracajás) continuam na lista de extinção do Ministério do Meio Ambiente e Controle do Clima (MMA-CC).

 

Veja também

 

Entregues à própria sorte, indígenas denunciam ao MPF, Funai, Ibama e autoridades invasão de territórios e ameaças de grileiros, além do risco de ocorrência de um novo surto de viroses gripais e malária na mesorregião do médio Purus

 

Moradores de reservas extrativistas e ribeirinhos sob responsabilidade do ICMBIO pedem ajuda à PF, MPF e à Força Nacional para coibirem funcionamento de serrarias clandestinas, manejos madeireiros e de pirarucu em comunidades do interior do Amazonas

 

Tartarugas da Amazônia são resgatadas dentro de saco no rio Araguaia |  Gazeta do Cerrado

Tartarugas da Amazônia são resgatadas

 

Ainda assim, o contrabando por grupos de criminosos e de supostos servidores que facilitariam a captura afrouxando a fiscalização nos postos do arque Nacional do Iquiri, Resex Ituxi e da Reserva Biológica do Abufari (Rebio), em Tapauá, RDS Piagaçú-Purus e Territórios Indigenas do Jari, Jauari e comunidades de acesso ao município de Beruri, “desde o final de 2022, vem dando sinais de que o comércio ilegal desses exemplares teria sido retomado”, apontam viajantes de recreios da linha Pauini, Lábrea, Canutama , Tapauá, Beruri a Manacapuru”.

 

 

Pescado capturado nos rios do Purus vendidos, não importa

o tamanho, nas esquinas da vidade de Manacapuru

 

Em 2022, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Abufari” na Capital Manaus e no interior do Estado, onde apurou a conduta de funcionarios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodivesidade (ICMBIO) da Reserva Biológica Abufari (Rebio), no município de Tapauá, acusados de facilitarem a pesca ilegal de pirarucus e quelônios na Reserva Biológica que recebiam valores indenvidos (propinas) para afrouxarem as atividades de fiscalização em barcos pesqueiros que atuam ainda hoje na região.

 

MODUS OPERANDI

 

Com a mudança de governo foi possível saber que servidores do ICMBIO davam ordens a vigilantes para afrouxar a fiscalização. No decorrer das investigações (2018-2019), as denúncias se avolumaram contra um servidor responsável pela gestão da Unidade Integrada da Rebio sob a responsabilidade ICMBIO (com sede na CR-1, em Manaus). Com isso, em troca da omissão (+prevaricação) recebiam dinheiro dos donos das embarcações (pesqueiros e recreios) durante o afrouxamento da fiscalização na área da Reserva Biológica (Rebio Abufari).

 

O histórico de comércio ilegal de animais da faúna (pirarucu e quelônios) sempre foi muito grande em todo o Estado. Prefeitos, vereadores e empresários sempre querem homenagear autoridades e/ou amigos, “encomendam tartarugas com até um metro de tamanho e três palmos de peito de olhos num grande banquete onde o produto principal é a troca de favores ”, contam moradores locais.

 

- E até hoje, ainda, encomendam os bichos de cascos e pirarucu na cara dura e compram diretamente de dentro da Reserva Biológica e do entorno, acrescentaram fontes.

 

Afora a Operação Abufari de 4 de outubro de 2022, a “Operação PODOCNEMIS” de 2014 prendeu dois suspeito de fazer parte de um esquema de caça de animais silvestres , transporte e venda ilegal de tartarugas da Amazônia e tracajás. Além de cumprir 44 mandados de busca e apreensão, nove de prisão e 22 de condução coercitiva. À época, o faturamento dos criminosos chegava a R$ 1 milhão, em média, nos estados e Roraima e Amazonas.

 

De acordo com consultor ouvido Pelo “PORTAL DO ZACARIAS”, esse tipo de operação sob a chancela da Polícia Federal “deveria ser de caráter permanente em toda a Amazônia e, especialmente, a partir dos municípios das mesorregiões do Purus, Rio Negro e Solimões, no estado do Amazonas”.

 

O interlocutor sugeriu, ainda, que, “a exemplo da Base Anzol, da Polícia Federal, no Solimões (a Base Anzol permanente de operações em Tabatinga, a 1.108 km de Manaus - região de tríplice fronteira Brasil, Colômbia e Peru), o Ministério do meio Ambiente e Controle do Clima (MMA-CC), “feche o cerco aos contrabandistas de pescado (pirarucu, tambaqui, mapará e outras espécies nobres cobiçadas) a partir de locais estratégicos”.

 

 

 

Locais estratégicos na mesorregião amazonense do Purus, segundo apontou o consultor ouvido por este portal de veiculação de notícias, estão nas bifurcações entre rios, reservas do rio Ituxi, Sapatini e Iquiri (Parque Nacional), Curuquetê e Sapatini. Além do fechamento do trafégo de embarcações de pesca e recreios na ligação com os municípios de cidades de Boca do Acre,Pauni, Lábrea, Canutama, Foz do Tapauá, Beruri e Anori na microrregião conhecida por três bocas (rios Purus, Jari e Jauari).

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

“Dessa forma, os criminosos do comércio de pescado, quelônios, caça e da biopirataria (animais silvestres, minérios, essências naturais (Andiroba, Óleo Copaíba e outros), além de manejos do pirarucu, tambaqui, mapará e outras espécies nobres dos rios amazonenses, seriam presos de calças curtas por não pagar a compensação financeira aos Povos Originários e Tradicionais”, arrematou a fonte sob segredo da identidade e que trabalhou no Ibama-Am até à deflagração da “Operação Arquimedes”, da Polícia Federal.

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.