Arnaldo Antunes
Em rotação nas plataformas de áudio desde sexta-feira, 1º de dezembro, o disco compila 17 músicas cantadas por Arnaldo nos Titãs, todas com a assinatura do compositor paulistano entre os autores.
Parece interessante. SQN. O espírito coletivo que rege os Titãs há mais de 40 anos – desde os primórdios da banda, cuja origem remonta a 1981 – desabona esse tipo de lançamento fonográfico, sobretudo em ano em que os Titãs se reagruparam com a formação clássica em turnê que, desde abril, arrasta e mobiliza multidões pelo Brasil.
Dentro dos Titãs, nunca houve um cacique. A força da banda reside justamente na confluência de cabeças que podem até bater em diferentes direções, mas se harmonizam no conjunto da obra e do grupo.
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Fora dos Titãs, Arnaldo e Nando Reis sempre foram compositores sobressalentes na geração pop revelada ao longo dos anos 1980. Contudo, dentro do grupo, sempre foi um por todos e todos por um. Tanto que, quando Arnaldo sentiu que a banda já não dava vazão ao fluxo criativo do artista, ele pediu para sair em 1992.

Arnaldo antunes (Foto: Divulgação)
O mesmo sentiu Nando Reis dez anos depois, em 2002, em saída mais traumática. Até por isso a coletânea Arnaldo Antunes nos Titãs contradiz o lema de banda que seguiu sem Arnaldo (e depois continuou sem Nando Reis e, a partir de julho de 2016, sem Paulo Miklos) justamente porque nunca teve um frontman ou líder.
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Por mais que Arnaldo Antunes tenha dado contribuição expressiva ao repertório dos Titãs como cantor e compositor, e deu mesmo, como comprova a seleção da coletânea (repleta de standards como Comida, Lugar nenhum, O pulso, Não vou me adaptar e Televisão), ele foi mais um cara dentro do espírito coletivo do grupo, e não “o” cara.
Fonte: Famosos.br