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Estado do gramado pode deixar Fla e Flu até 6 jogos sem o Maracanã antes da final da Libertadores; entenda
Foto: Reprodução

As cenas do estado do gramado do Maracanã impressionaram a quem assistiu ao jogo entre Vasco e Atlético-MG — disputado apenas 14h30min depois de Fluminense x América-MG e sob uma chuva que caiu durante boa parte do domingo — e geraram apreensão em relação às suas condições para o duelo dos tricolores com o Olimpia-PAR, quinta-feira, pela Libertadores.

 

A administração do estádio corre contra o tempo para amenizar os danos ao campo e evitar prejuízo financeiro e, principalmente, técnico ao clube carioca. Mas a preocupação maior está mais na frente.

 

Afinal, trata-se do local escolhido para receber a final do principal torneio continental, em 4 de novembro. O estado do gramado será fundamental para a definição de quanto tempo o Maracanã ficará à disposição da Conmebol para os preparativos da final.

 

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Jogos no ano de cada estádio que será utilizado nas quartas da Libertadores 2023 — Foto: Editoria de arte

Foto:Reprodução

 

Todo ano, a estimativa média é de que a entidade assuma os estádios com 15 dias de antecedência. Mas o número real é definido apenas depois de uma inspeção, que avalia uma série de fatores, como assentos, iluminação, acessos, elevadores e, claro, o campo. A depender das condições encontradas, ele pode ser menor (dez dias, apenas uma semana) ou maior (20 dias) que esse prognóstico padrão.

 

Isso significa que o estado do gramado pode deixar o Maracanã sem jogos por mais tempo antes da final da Libertadores, o que representaria um prejuízo tanto para Fluminense quanto Flamengo em plena reta decisiva do Campeonato Brasileiro.

 

A inspeção da Conmebol com vistas à decisão de seu principal torneio ainda não tem data marcada, mas deve ocorrer entre o final de setembro e o início de outubro.

 

O precedente para isso já existe. Para a decisão da Libertadores de 2020, disputada entre Palmeiras e Santos, o Maracanã ficou 20 dias sem jogos. A Conmebol conseguiu aprontar o gramado para que ele não roubasse as atenções de forma negativa durante a final. Mas a dupla Fla-Flu pagou o preço.

 

Os rubro-negros precisaram mudar um jogo contra o Palmeiras para o Mané Garrincha, em Brasília. Já o Fluminense levou as partidas contra Sport e Goiás para o Nilton Santos e mandou o clássico com o Botafogo em São Januário.

 

Este ano, se este prazo se repetir, o impacto seria ainda maior, já que afetaria até seis jogos da dupla como mandantes. Seriam quatro do Flamengo (Vasco, Bragantino, Santos e Palmeiras) e dois do Fluminense (Goiás e São Paulo).

 

Neste momento, as atenções estão voltadas para o curto prazo. Desde a manhã de segunda-feira a administração do Maracanã faz um tratamento intensivo no campo visando ao jogo de quinta-feira. Os trabalhos são de limpeza e corte do gramado, além da aplicação de químicos para fortalecimento. Caso necessário, serão utilizados produtos como fósforo, nitrogênio e potássio para a brotação de folhas.

 

Todo este trabalho e preocupação são derivados do excesso de jogos a que o Maracanã é submetido toda temporada. Na atual, já foram 55. Considerando o período da primeira partida do ano no gramado até hoje, equivale dizer que ele recebeu um confronto a cada quatro dias.

 

A título de comparação, o segundo estádio a ser utilizado nas quartas da Libertadores com mais partidas no ano é o Hernando Siles, do Bolívar-BOL, em La Paz, com 38.

 

A maior preocupação do Fluminense é com o prejuízo técnico. A comissão de Fernando Diniz entende que quanto piores as condições do gramado, mais dificuldade os tricolores terão de impor seu jogo de estilo mais técnico e trabalhado. Por outro lado, o futebol mais físico do Olimpia pode ser favorecido.

 

O dano também pode ser financeiro. De acordo com o regulamento do Manual de clubes da Libertadores 2023, caso árbitros e delegados reprovem as condições do gramado e um processo disciplinar seja aberto, a sanção financeira nas quartas de final é de 15 mil dólares (cerca de R$ 75 mil) para clubes não reincidentes, como é o caso do Fluminense.

 

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A possibilidade do confronto mudar de local devido ao estado do campo é tratada como improvável pelas partes. O Fluminense teria que ter solicitado uma alteração com dez dias de antecedência. A iniciativa poderia partir da Conmebol, que assume o estádio hoje e fará uma inspeção, praxe em todos os locais que recebem partidas dos torneios sul-americanos. Mas não há nenhuma movimentação da entidade neste sentido até o momento. 

 

Fonte: O Globo

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