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Estudo do IPAM reforça hipótese do Dia do Fogo' em São Paulo
Foto: Joel Silva /Fotoarena/Folhapress

Imagem feita por drone mostra queimadas próximas a Sertãozinho, interior de São Paulo

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) divulgou nesta terça-feira (27) uma análise sobre a dinâmica dos incomuns focos de incêndio registrados no final da última semana em São Paulo. Os resultados reforçam a hipótese levantada pelo Governo Federal de que a ação tenha sido orquestrada.

 

Para realizar a análise, o IPAM combinou informações de satélites de referência para focos de calor com dados de cobertura e uso da terra, referentes a 2023, produzidos pela Rede MapBiomas, da qual o IPAM faz parte. Também foram utilizadas imagens do satélite GOES para visualização da fumaça e anomalia térmica.Segundo a organização, imagens do satélite geoestacionário, que captura uma nova cena a cada dez minutos, indicam que as colunas de fumaça registradas no oeste paulista surgiram durante um intervalo de apenas 90 minutos, entre 10h30 e 12h do dia 23.

 

Já o satélite que capta focos de calor passa sobre a região na parte da manhã e no final da tarde. Entre suas duas passagens, naquele mesmo dia, o número de focos foi de 25 para 1.886 no estado.

 

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No total, entre os dias 22 e 24 de agosto foram contabilizados 2,6 mil focos de calor registrados em solo paulista, 81,28% deles concentrados em áreas de uso agropecuário, como cana de açúcar e pastagem.

 

“Não é natural surgirem tantos focos de calor em um curto período, ainda mais em uma região como São Paulo. É como se fosse um Dia do Fogo exclusivo para a realidade do estado, evidenciado pela cortina de fumaça simultânea que surge visualmente a oeste”, comenta Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM.

 

Estudo do IPAM reforça hipótese do “Dia do Fogo” em São Paulo - ((o))eco

Foto: Reprodução

 

Cinco cidades têm 13,31% dos focos de calor ocorridos nos três dias no estado de São Paulo: Pitangueiras (3,36%); Altinópolis (3,28%); Sertãozinho (2,4%); Olímpia (2,17%); e Cajuru (2,1%), todas na região de Ribeirão Preto, com exceção de Olímpia, que fica no pólo de São José do Rio Preto.

 

Para a diretora de Ciência, independentemente do que venham a resultar as investigações do governo federal sobre os incêndios, é preciso transformar a relação do Brasil com o fogo.

 

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“Seja uma ação orquestrada ou não, é urgente reduzir o uso do fogo no manejo é agropecuário, e ser muito responsável no controle do fogo quando ele estiver sendo utilizado. O uso indiscriminado e irresponsável do fogo pode causar danos não só ao meio ambiente, mas também à propriedade e à vida das pessoas que, mesmo distantes, recebem o impacto da fumaça”, conclui Alencar. 

 

Fonte: O Eco

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