Somente três unidades federativas investiram mais de R$ 1 mil por habitante em 2023, segundo estudo realizado pela Firjan
O poder de investimento de boa parte dos estados brasileiro e do Distrito Federal é minúsculo. É isso o que mostra um recente estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que destrincha a situação fiscal – ou seja, a relação entre receitas e gastos – de todas as unidades federativas do país.
De acordo com a análise, o investimento público por habitante no Rio Grande do Norte, que está em pior situação nesse quesito, foi de R$ 171,00 em 2023. Pernambuco, que está em segundo lugar entre as menores quantias, vem logo depois com R$ 175,00 per capita ao longo de todo o ano passado.
Entre todas as unidades federativas, em apenas três a capacidade de investimento superou os R$ 1 mil por habitante em 2023 (veja ranking completo no fim desta reportagem). Ficaram nessa situação o Mato Grosso, com R$ 1.828,00 per capita, o equivalente a mais de dez vezes em relação ao pior colocado da lista, o Espírito Santo, com R$ 1.289,00, e o Mato Grosso do Sul, com R$ 1.150,00.
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Jonathas Goulart, gerente de estudos econômicos da Firjan, observa que a estrutura fiscal dos governos estaduais está sob severa pressão. De acordo com a análise feita pela entidade da indústria fluminense, 23 das 27 unidades federativas devem fechar as contas no vermelho em 2024. Ou seja, as receitas serão insuficientes para cobrir as despesas.
É nessa situação de aperto fiscal, destaca Goulart, que os investimentos são sacrificados – e se tornam nanicos. Sobre as consequências desse quadro de pouco dinheiro em caixa, diz o estudo: “Os estados são os principais responsáveis pela segurança pública e possuem papel de destaque na provisão de serviços de educação e saúde por todo o país. Os impactos desse resultado [ou seja, da baixa capacidade de investimento] são sociais e econômicos, visto que essas despesas têm inerentemente a capacidade de gerar bem-estar para a população e melhoria do ambiente de negócios local”.
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O técnico da Firjan observa que, em suma, são os investimentos que na maioria das vezes “trazem melhorias para a qualidade de vida da população”. “E os valores disponíveis não parecem suficientes nem mesmo para manter a infraestrutura dos estados”, afirma, acrescentando o seguinte comentário sobre boa parte das quantias disponíveis para os aportes: “Isso não dá para nada”.
Fonte: G1