No Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, aprenda a identificar sinais sutis de discriminação.
O etarismo é o preconceito atribuído às pessoas devido à idade. Em idosos, a pressuposição de falta de capacidade física e cognitiva e a desconsideração de suas opiniões são as principais manifestações deste julgamento, o que influencia em suas vivências diárias.
No dia 15 de junho, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. Saiba como você pode evitar reproduzir o etarismo, identificá-lo ao seu redor e repreendê-lo.
Também conhecido como velhofobia, essa discriminação acontece, muitas vezes, de maneira velada. As placas de sinalização para assentos destinados à preferência de idade, por exemplo, costumam ter uma imagem estereotipada de pessoas com mais de 60 anos.
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O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) percebeu essa situação e alterou a maneira como as placas de estacionamento exclusivas se referem ao idoso, colocando-o com uma postura normal e sinalizando a idade com “60+”.
Esse é um exemplo invisível e cotidiano do etarismo. Nas relações, muitas vezes desprezamos as visões de mundo de nossos avós, questionamos a tomada de decisão de um chefe por ele ser mais velho e “desatualizado”, caçoamos de alguém que tenha dificuldade com aparelhos eletrônicos de última geração.
Quando o assunto é internet e tecnologia, essa situação se acentua ainda mais: são comuns memes nas redes sociais brincando com o fato das gerações mais antigas não terem tanto domínio de aparelhos eletrônicos e da própria internet.
No entanto, essa atitude deveria ser questionada: a acessibilidade tecnológica não se trata apenas da inclusão de pessoas que tenham alguma dificuldade relacionada a problemas de saúde, mas também da inclusão de pessoas que não estejam familiarizadas com o ambiente.
Nas últimas décadas, se tornou quase impossível não construir uma vida ativa no ciberespaço. Portanto, a partir do momento em que negligenciamos este local e reproduzimos velhofobia, nossa atitude marginaliza o acesso dessas pessoas e intensifica o distanciamento entre as diferentes gerações, o que não condiz com a principal intenção das redes sociais: aproximar pessoas.
Um exemplo positivo de integração tecnológica com idosos aconteceu em meados de 2020, quando André de Araújo, neto de Dona Edite, fez um tutorial didático para que a avó aprendesse a mexer em seu smartphone.
"Eu espero que tenha tocado muitas pessoas a ponto de se esforçarem mais para praticar a paciência, carinho e atenção aos mais velhos. Tenho certeza que eles notam e se sentem amados quando tentamos ajudar em tarefas como essa", disse André ao portal Marie Claire, na época em que o caso viralizou na internet.
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A autonomia, o respeito e o envelhecimento ativo são direito de todos os cidadãos. Podemos olhar para os idosos como velhos ultrapassados ou como ancestrais, que denunciam os erros das gerações anteriores e os pontos positivos, ajudando-nos a traçar uma nova perspectiva no futuro. A história da sociedade pode ser contada através de profissionais da área, das modificações do ambiente e do envolvimento que as pessoas tiveram nos acontecimentos, além de seus comportamentos.
Fonte:Revista Fórum