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EUA descobriram suposta fraude em compra de coletes por gabinete de intervenção ao investigarem morte de presidente haitiano
Foto: Reprodução

Investigação sobre suposta fraude na compra de coletes pelo gabinete de intervenção federal na segurança do Rio

A investigação sobre a suposta fraude na compra de coletes pelo gabinete de intervenção federal na segurança do Rio — que resultou na deflagração da Operação Perfídia, da Polícia Federal, nesta terça-feira — começou com a cooperação internacional de Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI).

 

Nela, consta a informação de que a empresa americana CTU Security e o governo brasileiro celebraram contrato com suposto sobrepreço de coletes balísticos.

 

As autoridades americanas investigavam o assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse, ocorrido em julho de 2021, e descobriram que a empresa CTU Security LLC ficou responsável pelo fornecimento de logística militar para executar Moïse. O plano era substituí-lo por Christian Sanon, um cidadão americano-haitiano.

 

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Após a comunicação de crime das autoridades americanas, o Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou dois ofícios e dois processos referentes à Tomada de Contas das compras das contratações de coletes balísticos pelo gabinete de intervenção.

 

Foram apontados indícios de conluio entre as empresas e de estas terem conhecimento prévio da intenção de compra dos coletes pelo gabinete. Foi estimado um valor total global do potencial sobrepreço de R$ 4.640.159,40.

 

A empresa CTU Security LLC celebrou o contrato nº 79/2018 com o gabinete, após a dispensa de licitação nº 27/2018, no dia 31/12/2018, no valor de US$ 9.451.605,60 (valor global de R$ 40.169.320,80 do câmbio à época), tendo recebido integramente o pagamento do contrato no dia 23 de janeiro de 2019. Após a suspensão do contrato pelo Tribunal de Contas da União, o valor foi estornado no dia 24 de setembro de 2019.

 

Além desta contratação, a Operação Perfídia investiga o conluio de duas empresas brasileiras que atuam no comércio proteção balísticas e formam um cartel deste mercado no Brasil. Tais empresas possuem milhões em contratos públicos.

 

INTERVENTOR INVESTIGADO

 

Agentes que participaram da Operação Perfídia chegam à Superintendência da PF no Rio — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Foto:Reprodução

 

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Um dos investigados é o general Walter Souza Braga Netto, nomeado interventor na segurança do Rio. Ele não foi alvo da operação desta terça-feira. Segundo o g1, Braga Netto teve o sigilo telefônico quebrado pela Justiça.

 

Fonte: O Globo
 

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