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EUA investigam vazamento de informações de Inteligência sobre planos de Israel para atacar o Irã
Foto: Reprodução

Análises de imagens e informações coletadas por satélites espiões americanos começaram a circular na sexta-feira no Telegram, segundo o presidente da Câmara

Autoridades dos EUA planejam realizar uma reunião secreta sobre um vazamento de documentos da Inteligência americana que parecem detalhar os planos de Israel de retaliar o Irã por causa de um ataque com mísseis no início deste mês, disse o presidente da Câmara no domingo.

 

— O vazamento é muito preocupante — afirmou o presidente da Câmara, Mike Johnson, republicano da Louisiana, na CNN, na manhã de domingo, acrescentando que participaria de uma reunião secreta no final do dia e que estava acompanhando a questão “de perto”.

 

Os documentos vazados, que começaram a circular na sexta-feira no aplicativo Telegram, foram preparados nos últimos dias pela Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, que é responsável pela análise de imagens e informações coletadas por satélites espiões americanos.

 

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Os documentos, que são altamente confidenciais, oferecem interpretações de imagens de satélite que fornecem informações sobre um possível ataque de Israel ao Irã nos próximos dias.

 

Há semanas, prevê-se um ataque israelense em retaliação ao ataque com mísseis iranianos em 1º de outubro. O Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos do Irã disse que o ataque foi uma retaliação aos assassinatos do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, no Líbano; do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, morto em Teerã em julho; e de um comandante iraniano.

 

Os documentos que vazaram oferecem um panorama das intensas preocupações americanas sobre os planos de Israel. As autoridades americanas estão trabalhando para determinar a quantidade de material que vazou e acreditam que tenha sido divulgado por um funcionário de baixo escalão do governo.

 

Os documentos são datados de 15 de outubro e representam apenas o que os analistas que examinavam as imagens de satélite puderam determinar naquele momento.

 

Johnson disse que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no sábado, “para encorajá-lo”, e afirmou que os Estados Unidos deveriam apoiar Israel.

 

— Não podemos tergiversar — declarou. — Não podemos apaziguar o Irã. Agora é a hora de uma campanha de pressão máxima.Na sexta-feira, o presidente Joe Biden foi questionado na Alemanha se ele sabia quando Israel planejava atacar e que tipo de alvos havia escolhido.

 

— Sim e sim — respondeu, recusando-se a dizer mais.Mas sua declaração parecia sugerir que ele e Netanyahu haviam chegado a algum tipo de entendimento sobre que tipo de alvos seriam atingidos — anteriormente, Biden pediu a Israel que evitasse as instalações nucleares do Irã e suas instalações de energia.

 

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O presidente tem repetidamente levantado preocupações de que, se esses alvos, as joias da coroa do Irã, fossem destruídos, o conflito aumentaria rapidamente.O gabinete de Johnson não respondeu a um pedido de comentário sobre a reunião de domingo. 

 

Fonte:O Globo

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