Ex-presidente ecoa líder da insurgência e afirma que objetivo era melhorar imagem de Arce; governo nega versão
O ex-presidente da Bolívia Evo Morales afirmou neste sábado (29) que agora está ainda mais convencido de que a rebelião militar que tentou tomar o palácio presidencial nesta semana foi um autogolpe que tinha como objetivo melhorar a imagem do atual chefe do Executivo, Luis Arce.
"Lucho nos enganou, mentiu para nós, mentiu para os bolivianos e para o mundo inteiro. Se foi um golpe ou um autogolpe, há debate, [mas] estou mais convencido de que foi um autogolpe para melhorar a imagem dele ou deixar a Presidência para a junta militar", afirmou Evo, segundo o jornal local La Razón, referindo-se a Arce por seu apelido.
Com as afirmações, o ex-presidente e líder do MAS (Movimento ao Socialismo) repete o general Juan José Zúñiga, acusado de liderar o golpe fracassado da última quarta-feira (26), quando militares tomaram a praça Murillo, na capital, avançaram contra a porta do palácio presidencial com um blindado do Exército e entraram no prédio.
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Na ocasião, Zúñiga disse, sem apresentar evidências, que Arce teria arquitetado um autogolpe para aumentar sua popularidade. "Como disse o general, foi para melhorar a imagem dele", afirmou o ex-presidente "Nacional e internacionalmente, [estão] convencidos de que o alvo era Evo, [mas] ele falhou."
O general havia sido removido do cargo na terça (25) após fazer uma série de ameaças contra Evo, que tem planos de concorrer novamente nas eleições presidenciais de 2025 contra Arce, seu afilhado político e atual rival.
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O governo nega essa versão. "As declarações de Zuñiga carecem de veracidade", afirmou o ministro do Governo do país, Eduardo Del Castillo, em uma entrevista à emissora de TV Unitel na última quinta (27). "Ele já estava informado sobre a perda de seu cargo. Ele havia violado a Constituição. Um militar não pode deliberar sobre política, não pode deliberar sobre temas dentro do território nacional.
Fonte: Folha de São Paulo