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Ex-funcionário de creche é acusado de mais de 1,6 mil crimes de abuso sexual infantil na Austrália
Foto: Reprodução

Um ex-funcionário de uma creche na Austrália, que não teve sua identidade revelada, é acusado de 1.623 crimes de abuso infantil, que teriam sido praticados contra 91 meninas ao longo dos últimos 15 anos, informou a polícia nesta terça-feira. O caso é descrito pelos delegados como um dos “mais horríveis” do país, indo "além dos limites da imaginação de qualquer pessoa".

 

Os investigadores estavam à procura do homem de 45 anos desde que descobriram um esconderijo de pornografia infantil compartilhado na dark web em 2014. A princípio, seus esforços foram praticamente infrutíferos. Até que, em agosto do ano passado, a polícia fez uma descoberta inesperada: associaram pistas visuais no fundo das imagens a uma creche na cidade de Brisbane.

 

De acordo com as investigações, o acusado documentou seus supostos crimes em milhares de fotos e vídeos. Os agentes acreditam que o homem filmou ou tirou fotos de "todos" os abusos — foram catalogados mais de 4 mil fotos e vídeos dos crimes.

 

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— Sei que essa notícia parecerá insondável e sei que haverá muitas perguntas — afirmou a comissária assistente da polícia federal, Justine Gough, à AFP e acrescentou: — Não há muito consolo que eu possa dar aos pais e às crianças identificadas.

 

Embora o homem tenha sido inicialmente acusado de apenas três delitos, Gough disse que a gravidade dos crimes "hediondos" surgiu à medida que a polícia examinava seu computador, telefone e disco rígido.

 

— Essa é uma notícia arrepiante e chocante para os pais — reconhece. Entre os abusos, estão 136 acusações de estupro, 110 acusações de relação sexual com uma criança com menos de 10 anos — uma acusação usada em vez de estupro em algumas jurisdições australianas — e 613 acusações de fabricação de pornografia infantil.

 

O comissário assistente da polícia de New South Wales, Michael Fitzgerald, disse à AFP que esse foi um dos casos mais horríveis que ele já viu. — Está além dos limites da imaginação de qualquer pessoa o que essa pessoa fez com essas crianças — afirma, reconhecendo: — Só posso dizer que você tenta não ficar chocado depois de um longo período na polícia, mas esse é um caso horrível.

 

MENINAS MAOS NOVAS COMO ALVO

 

A polícia explicou ainda que o abuso aconteceu em 10 creches diferentes entre 2007 e 2022 e visava exclusivamente "meninas pré-púberes" — algumas com apenas um ano de idade.

 

Os investigadores analisaram minuciosamente as imagens para identificar 87 das 91 vítimas, que eram dos estados australianos de Queensland e Nova Gales do Sul. As quatro crianças ainda não identificadas foram abusadas enquanto o homem trabalhava no exterior por um breve período entre 2013 e 2014.

 

Os agentes agora seguem trabalhando com agências internacionais de combate ao crime para encontrar essas crianças, sem revelar de qual país era o alvo.

 

— Temos trabalhado incansavelmente desde agosto do ano passado para identificar as crianças no suposto material de abuso infantil — afirmou Gough.

 

O denunciado havia trabalhado em outras creches na Austrália, mas a polícia disse estar "altamente confiante" de que ele não havia abusado de crianças nessas instalações.

 

Os agentes observam que o homem foi aprovado na rigorosa série de verificações de antecedentes necessárias para trabalhar em creches nos estados de Queensland e New South Wales. Col Briggs, comissário assistente interino da polícia de Queensland, observa que os detetives foram avisados pela primeira vez em 2021, mas foram prejudicados pela falta de provas.

 

— Não havia evidências suficientes para tomar medidas contra qualquer pessoa com base nas evidências disponíveis na época — disse ele. Dado o grande volume de material de abuso infantil que precisava ser documentado, uma força-tarefa com cerca de 35 funcionários foi chamada para trabalhar na investigação.

 

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O acusado deverá comparecer ao tribunal de Queensland em 21 de agosto. Após a conclusão dos procedimentos, ele será extraditado para New South Wales para enfrentar outras acusações.

 

Fonte:Extra

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