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Ex-Google quer democratizar o que ajudou a criar: a IA como conhecemos hoje
Foto: Reprodução

Illia Polosukhin, ex-engenheiro do Google, é considerado um dos pais da IA moderna; ele defende, até hoje, tecnologias descentralizadas

Se hoje ChatGPT e Gemini (IA do Google) conseguem responder suas perguntas, te dar ideias, organizar dados para você, é em grande parte graças a Illia Polosukhin, ex-engenheiro de software do Google. Ele desenvolveu o que pode ter sido o primeiro transformer – arquitetura de rede neural que torna possível a inteligência artificial (IA) generativa. Por isso, é considerado um dos pais da IA moderna. E ainda quer democratizar esta tecnologia.

 

O “ainda” aparece no parágrafo anterior por dois motivos. Primeiro, porque Polosukhin já defendia código aberto enquanto trabalhava no Google, de onde saiu no final de 2017 para fundar sua empresa de IA, a Near Protocol. Segundo, porque, na Near, ele foca no que chamou de “IA propriedade do usuário, que otimiza a privacidade e a soberania dos usuários”, em entrevista à CNBC.

 

(A Near Protocol é uma plataforma de blockchain voltada para o desenvolvimento de aplicativos descentralizados.)Na época em que o artigo foi publicado, Polosukhin saiu do Google para fundar a Near, junto ao colega também engenheiro de software Alexander Skidanov. Polosukhin foi o primeiro dos “Transformer 8” a sair da big tech. Eventualmente, os outros sete também saíram.

 

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“A pesquisa do Google é um ambiente incrível. É ótimo para aprendizado e esse tipo de pesquisa”, disse Polosukhin. “Mas se você quer avançar realmente rápido e, o que é importante, colocar algo na frente do usuário, o Google é uma empresa com muitos processos e protocolos de segurança, que são necessários.”O ex-engenheiro de software da big tech foi além: “Para o Google, não faz sentido lançar algo que não seja uma ideia de um bilhão de dólares.”

 

Pessoa segurando celular com logotipo do Google Tradutor na tela e fundo com palavras na horizontal e na vertical

Foto: Reprodução

 

Polosukhin disse que o Google começou a utilizar transformers em 2018, no Google Tradutor. Segundo ele, isso resultou numa “melhora gigantesca” do recurso.No entanto, o uso da tecnologia criada por ele e seus colegas só ficou popular mesmo quando a OpenAI lançou o ChatGPT, em novembro de 2022.

 

“Para a OpenAI, havia muito pouco a perder ao abrir isso [a tecnologia transformer]”, disse Polosukhin. “Se, por exemplo, qualquer outra empresa, especialmente uma empresa pública, o abrisse e a primeira pergunta que você fizesse lá recebesse uma resposta inadequada, isso viraria notícia.”

 

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Além da vasta experiência em inteligência artificial e machine learning, Polosukhin é, até hoje, um defensor ativo do desenvolvimento e da adoção de tecnologias descentralizadas. Principalmente no que diz respeito à tecnologia que ajudou a criar. 

 

Fonte: Olhar Digital

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