Nelson Takara Uchimura está com o registro médico cassado desde 2004, segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo
Um ex-médico teria jogado parte de um feto na privada e dado descarga ao ouvir policiais arrombando as portas de uma clínica clandestina de aborto, na manhã dessa quarta-feira (8/2), na zona leste da capital paulista.
Nelson Takara Uchimura, uma técnica em enfermagem e a mulher que pagou pelo procedimento ilegal, de 40 anos, foram presos em flagrante pelo crime de aborto.
O advogado de defesa do ex-médico, Gildásio Marques Vilarim Junior, foi procurado pelo Metrópoles, mas não se posicionou. Os defensores das duas mulheres não foram localizados até a publicação desta reportagem. O espaço segue à disposição.
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Um vídeo feito pela polícia (veja abaixo) mostra investigadores da 5ª Delegacia Seccional de São Paulo arrombando a clínica, no sétimo andar de um prédio comercial.
Até chegar ao cômodo onde era feito o aborto, os investigadores precisaram arrombar duas portas. A clínica clandestina usava como fachada os serviços de acupuntura.
A clínica é monitorado desde o início de janeiro, quando a 5ª Seccional recebeu uma denúncia sobre as atividades ilegais feitas no local. Ao verificar que o local era frequentado com frequência, a polícia solicitou um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça e cumprido nessa quarta.
FLAGRANTE
Assim que os policiais chegaram, o procedimento clandestino havia acabado de ser feito, conforme afirmou ao Metrópoles o delegado Milton Burgese, da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).
“Ele [ex-médico] ouviu os policiais arrombando as portas e deu descarga no feto, que havia sido retirado parcialmente da paciente.”
Burgese afirmou ainda que a gestante precisou ser levada ao hospital. Na unidade de saúde, o restante do feto foi retirado. Ela já teve alta.
A mulher foi indiciada por consentir que lhe fosse feito aborto, com pena que pode variar de um a três anos, segundo o Código Penal.
REGISTRO MÉDICO CASSADO
Uchimura e a auxiliar de enfermagem foram indiciados por provocar aborto com o consentimento da gestante, com penas que podem variar de um a quatro anos.
O ex-médico teve seu registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina paulista (Cremesp), em 7 de junho de 2004, como consta em publicação do Diário Oficial do Estado de São Paulo.
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Ele foi indiciado pelo mesmo crime, em março do ano passado, em Higienópolis, no centro paulistano.
Fonte: Metrópoles