O ex-prefeito de Saldán, em Córdoba, na Argentina, foi indiciado nesta quarta-feira após demonstrar manobras financeiras suspeitas. Cayetano Canto ganhou na loteria cinco vezes e teve outras 260 vitórias no cassino em apenas 18 meses.
Conforme informou a Unidade de Informação Financeira (UIF), Canto arrecadou um total de 37 milhões de pesos, o equivalente a R$ 1,4 milhão na cotação atual. O caso está sendo conduzido pelo promotor Enrique Senestrari.
Segundo informações da mídia local, a Justiça Federal da província também autuou três filhos de Cayetano Canto por suspeitar que o dinheiro arrecadado teria sido utilizado para lavagem de bens. Um deles é jogador profissional do Gimnasia y Esgrima de La Plata.
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Esta não é, no entanto, a primeira acusação que Canto enfrenta. Antes dessa acusação, ele foi investigado por manipulação de notas fraudulentas junto com Daniel Salibi, ex-prefeito de Mendiolaza.
Cayetano Canto foi prefeito de Saldán entre 2015 e 2023, conseguindo a reeleição com 77% dos votos a favor. Desde a mudança de governo, atua como vereador.
Também foi vice-presidente do Racing de Nueva Italia e em abril deste ano foi nomeado membro do conselho de administração da Agência Córdoba Deportes, cargo que deixou um mês depois. Além disso, é dono de um estabelecimento de venda de frango, que herdou.
Conforme detalhado pela Cadena 3, em 2020, Canto foi acusado junto com Daniel Salibi, ex-prefeito de Mendiolaza, por sonegação em emissão de notas fraudulentas. O caso também foi investigado pelo promotor Enrique Senestrari, responsável pela nova acusação.
“Os prefeitos de Saldán, Cayetano del Valle Canto, e de Mendiolaza, Néstor Daniel Salibi, teriam retirado fraudulentamente fundos públicos e justificado com recibos falsos que lhes foram fornecidos pelos membros da associação ilícita desmantelada na semana passada”, foi acusado.
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Por sua vez, o caso de fraude por administração fraudulenta agravada não avançou porque o juiz Ricardo Bustos Fierro considerou que a investigação deveria ser entregue ao Tribunal Anticorrupção de Córdoba e o Ministério Público recorreu da decisão, explicou a mídia.
Fonte:O Globo