Ex-segurança de Tarcísio apontado em esquema de lavagem de dinheiro do PCC teve liberdade decretada pela Justiça e reassumiu funções na PM
A Justiça Federal concedeu habeas corpus ao capitão da Polícia Militar de São Paulo Diego Costa Cangerana, ex-segurança do governador Tarcísio de Freitas. Ele foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 26 de novembro, suspeito de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O alvará de soltura que beneficiou o militar já foi emitido, e, no último dia 20/12, o capitão foi reintegrado ao serviço ativo da PM. Ele havia sido afastado das funções na corporação no dia 2 de dezembro.
O capitão atuou por mais de 12 anos na Casa Militar do governo paulista. Na gestão de Tarcísio, entre 2022 e setembro deste ano, Cangerana exerceu a função de chefe da Divisão de Segurança de Dignitários do Departamento de Segurança Institucional. Ele acompanhou o governador em 25 agendas oficiais no Brasil e no exterior. Atualmente, está lotado no 13º Batalhão de Polícia Militar.
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O militar esteve em Portugal em junho, na comitiva do governador durante a oferta de ações da Sabesp a investidores estrangeiros. Em Brasília, o capitão fez a sua segurança em agendas com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); e com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e Roberto Barroso.
Cangerana foi preso por determinação da 7ª Vara Criminal Federal, no âmbito da Operação Tai-Pen. A ação investigou três empresas de serviços financeiros em tecnologia e informação, chamadas fintechs, suspeitas de movimentar R$ 6 bilhões em dinheiro do PCC nos últimos cinco anos.
O ex-segurança do governador é apontado como um dos articuladores do esquema, responsável pela abertura de contas nas fintechs usadas para lavar dinheiro do tráfico. O militar estaria envolvido em transações realizadas entre empresas e pessoas físicas que somaram R$ 120 bilhões.
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Após a prisão, Tarcísio de Freitas afirmou que o militar será punido caso seja comprovada sua participação no esquema de lavagem de dinheiro do PCC. O governador também classificou a conduta do capitão como um ato isolado dentro da PM paulista. “Não podemos falar da polícia dessa maneira. A polícia é boa, séria, profissional, presta um relevante serviço por mim, por você, pela nossa sociedade e, obviamente, em toda instituição, infelizmente, a gente tem as maçãs podres, e essas maçãs podres nós vamos tirar do cesto, punir severamente”, disse.
Fonte: Metrópoles