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Faixa de areia é tomada por lixo após seca no Rio Negro: 'Situação precária', diz morador
Foto: Reprodução

Moradores sofrem com a falta de água potável e perdem fonte de renda com a seca do rio.

O Profissão Repórter desta terça-feira (31) foi até o Amazonas conhecer as histórias por trás da grave seca que atinge várias cidades do estado. Em Manaus, o recuo do Rio Negro expôs uma longa faixa de areia, agora ocupada por barracas e veículos. Resultado da maior seca no rio em 121 anos.

 

A mudança na paisagem trouxe muito lixo para onde antes só tinha água. “Conforme o rio vai secando, vai aparecendo mais lixo”, diz o gari Emerson Daniel da Costa.

 

Uma balsa é enchida por dia com lixo recolhido na orla do Rio Negro.

 

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Na margem oposta do Rio, a situação de desolação também está presente nas comunidades que deixaram de ser flutuantes por causa da seca.

 

“A situação está feia e precária, como vocês podem ver”, diz Júlio Cesar da Silva, que foi visitar a tia que mora no local.
Por causa da seca, os flutuantes estão encalhados. A falta de energia piora ainda mais a situação dos moradores. A água puxada de outro canal é improvisada e serve apenas para lavar roupas, louças e tomar banho. Não é própria para beber.

 

No Centro de Manaus, a comunidade Igarapé do Mauazinho foi completamente tomada pelo lixo após a baixa do Rio Negro. Os flutuantes ficam no terreno.

 

Maria Lasalete conta que a antiga casa dela era em terra firme, mas uma tubulação estourou e o imóvel teve que ser demolido. Com o dinheiro da indenização, ela comprou um flutuante.

 

O terreno, que já foi o fundo do rio, tem áreas de terra rachada e outras ainda com lama. Caminhar entre os flutuantes não é uma tarefa fácil.

 

Francisco Ferreira da Cunha também mora na comunidade. Ele trabalha com o reparo de lanchas, mas com a seca acabou ficando sem a fonte de renda.

 

“Eu tenho 75 anos de idade e estamos nessa situação aqui. Ninguém é aposentado, nem eu e a minha mulher, e está faltando o necessário”, lamenta.

 

Questionado se recebe alguma ajuda do governo, ele diz que não: “estamos totalmente desprezados”.

 

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O Governo do Amazonas avisou por meio de nota que, até o momento, entregou 970 cestas básicas para 39 municípios, além de 1.660 caixas de copos d'água e 1.366 pacotes de água de 18 litros. 

 

Fonte: G1

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