A manifestação pediu justiça e prisão para os culpados pela morte do jovem Dayvisson Matheus
Familiares e amigos do atleta praticante de caratê, Dayvisson Matheus da Silva, 21, realizaram uma manifestação pedindo justiça na manhã desta segunda-feira, 29, no campo do Cophasa, bairro de Nova Esperança 2, Zona Centro-Oeste de Manaus.
Dayvisson também era estudante e morreu na semana passada, depois de ser brutalmente espancado no bairro do Lírio do Vale, quando voltava para casa após o treino de caratê no Projeto do qual ele fazia parte.
No caminho de casa o jovem foi atacado por vários homens, espancado violentamente com chutes, socos e segundo informações também foi atingido com várias pauladas na cabeça e outras partes do corpo.
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Os agressores acusavam Dayvisson Matheus de ter praticado um estupro, o que teria motivado a agressão covarde ao jovem, mas com o passar dos dias ficou mais do que provado que ele não praticou este crime que foi imputado à sua pessoa, portanto era inocente.
Depois da agressão, já era madrugada de terça-feira, 23, quando o atleta de caratê foi encontrado em via pública, muito ferido, sangrando muito e foi levado por uma equipe do Samu para o Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira.
Na quinta-feira à noite Dayvisson Matheus teve morte cerebral diagnosticada pela equipe médica, não resistiu à gravidade de seu estado de saúde e acabou falecendo, para tristeza dos amigos e familiares.

Dayvisson Matheus não cometeu estupro e era inocente
(Fotos: Divulgação)
Durante a manifestação que teve participação também de crianças que fazem parte do projeto de caratê, faixas e cartazes pedindo justiça, foram exibidos por emissora de televisão e lives de sites de portais através das redes sociais que fizeram a cobertura do ato.
Os mestres de caratê, Gilberto Amazonas e Félix César, que coordenam o projeto no bairro de Nova Esperança 2 e eram os professores de Dayvisson também se fizeram presentes na manifestação e falaram sobre as qualidades e do bom caráter do jovem assassinado.
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De acordo com os mestres e professores de caratê, o caso já foi denunciado e uma investigação está em andamento na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), para que os autores sejam identificados, presos e paguem pelo crime cometido contra um inocente.