John Textor, dono da SAF do Botafogo, suspenso por 45 dias e multado em R$ 100 mil pelo STJD
Preocupa o pouco caso dos que, sob a capa da moralidade, encaram a cruzada aberta por John Textor contra a manipulação de resultados no futebol brasileiro de maneira clubista e tacanha.
Porque, como já disse aqui, o americano, majoritário na SAF do Botafogo, pode não ter escolhido as melhores forma e momento de explanar os dados colhidos pela empresa que, com base na Inteligência Artificial, classificou como de “resultados suspeitos” alguns do jogos das duas últimas edições do Brasileiro.
Mas, pelas mazelas conhecidas em razão da proliferação de sites de apostas, o bom senso deveria exigir dos líderes das duas Ligas em construção postura mais crítica e vigilante. Porque mesmo que não hajam provas, de suposto favorecimento a este ou aquele clube, o certo era esquecer os exageros de quem perdeu um título da forma como o Botafogo deixou escapar e tentar entender as denúncias. O certo desdém dos senadores da CPI das Apostas desapareceu depois do depoimento de Textor.
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O investidor manteve no Senado as críticas e as acusações a Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, chamando-o de corrupto. Foi duro ao dizer que a entidade não poderia ter aceitado o patrocínio da Betano, que passou a assinar o “naming rights” do Brasileiro. E citou nominalmente Raphael Claus e a VAR Daiane Muniz em análises de supostos equívocos. O Botafogo tentou vetar o árbitro até o final da CPI no Senado, mas a CBF o manteve como juiz do jogo deste domingo (28) contra o Flamengo.
A partir de agora abre-se uma discussão sobre qual será o comportamento dos árbitros nos jogos do Botafogo no Brasileiro. A Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) anuncia que há um bom número de filiados revoltados com as acusações de Textor. A Abrafut (Associação Brasileira dos Árbitros de Futebol) defende a honra dos representantes da categoria. A primeira culpa a CBF por manter o mineiro Wilson Seneme na direção da arbitragem, e a segunda defende os dois.
Mas não é só isso: nesta sexta-feira (26), Textor foi suspenso por 45 dias e multado em R$ 100 mil pelo tribunal pleno do STJD ainda em razão das ofensas ao árbitro Bráulio Machado após aquela derrota para o Palmeiras, em 2023, por 4 a 3, no Nílton Santos. Jogo que marcou a derrocada do Botafogo no Brasileiro. Como não se bastassem as agressões verbais também a Wílson Seneme, Textor entrou em campo e fez gestos contra à lisura do árbitro. O alvinegro ainda responde a dois inquéritos no tribunal.
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Há anos, alerto para a necessidade de ampla reforma na arbitragem nacional. Os clubes investem na melhora do jogo com importação de jogadores e a CBF se orgulha de prêmios milionários em suas competições. Mas não há quem mostre competência no trato com o básico: o campo e a arbitragem
Fonte: Extra