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Fed interrompe ciclo de alta e mantém juros dos Estados Unidos na faixa de 5% a 5,25%
Foto: Reprodução

Decisão vem após 10 altas seguidas. Taxa continua no maior nível em 16 anos

O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, interrompeu o ciclo de alta de juros do país nesta quarta-feira (14), mantendo o referencial em uma faixa de 5% a 5,25%. A decisão veio após 10 altas consecutivas — o que elevou a taxa ao maior nível desde 2007.

 

A decisão veio em linha com as estimativas do mercado e, segundo a autarquia já vinha sinalizando, reflete os níveis ainda altos da inflação norte-americana.

 

"Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica segue crescendo em ritmo modesto. Os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação continua elevada", disse o Fed em comunicado.

 

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SISTEMA BANCÁRIO 


Em outro ponto importante, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) voltou a fazer referência à turbulência que atingiu o sistema bancário norte-americano, diante da quebra dos bancos médios Silicon Valley Bank e Signature Bank e da crise enfrentada pelo First Republic Bank.

 

"O sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente. Condições de crédito mais apertadas para famílias e empresas devem pesar na atividade econômica, nas contratações e na inflação. A extensão desses efeitos permanece incerta. O Comitê permanece altamente atento aos riscos de inflação", afirmou.

 

COMBATE À INFLAÇÃO


O banco central norte-americano vinha aplicando altas sucessivas na taxa básica de juros para conter a alta inflação do país. Em termos simples, o arrocho monetário é uma forma de dificultar o acesso ao crédito, desaquecer a atividade econômica e, assim, incentivar a queda nos preços.

 

O objetivo do Fed é aplicar uma política monetária que reduza a inflação à casa dos 2% — marca que não é atingida desde fevereiro de 2021, quando chegou 1,7% no acumulado em 12 meses. Desde então, foram sucessivas altas na inflação — atualmente na casa dos 5% — e, consequentemente, na taxa de juros, que vem em uma crescente desde março de 2022.

 

EFEITOS NO BRASIL 


Alta taxa de juros nos Estados Unidos tende a se refletir em alta na cotação do dólar no Brasil, uma vez que há saída da moeda do país, com o objetivo de buscar a melhor remuneração lá fora.

 

Os efeitos no Brasil, contudo, também podem ser de longo prazo: juros altos nos EUA indicam uma desaceleração da economia mundial, já que os empréstimos e investimentos ficam mais caros.

 

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Essa desaceleração tende a ter efeitos por aqui na forma de uma menor demanda pelos produtos e serviços brasileiros — que pode, no entanto, ajudar a reduzir a inflação doméstica. 

 

Fonte: G1

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