Empresário usou de ironia ao comentar discussão em torno de um eventual veto a gramados sintéticos no país
A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) repudiou as declarações de John Textor, dono da SAF do Botafogo, dadas na noite da última quarta-feira. Ao comentar a discussão em torno de um eventual veto aos gramados sintéticos no Brasil, o empresário defendeu o campo de material artificial e disse que seus jogadores não jogarão em "campo de bezerro". A fala irritou a entidade que representa os jogadores.
"A FENAPAF (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol) , na condição de representante legal da categoria de atletas profissionais de futebol no Brasil, vem a público, juntamente aos sindicatos estaduais, repudiar a forma irônica com que o senhor John Textor se reportou, através de matérias divulgadas pela imprensa, onde afirma que não joga em campo de bezerros, pois não faz bem aos jogadores.
Primeiro, este senhor não tem autoridade nenhuma para falar em nome dos atletas, muito menos ironizar comparando atletas que jogam em campo gramado com animais.
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Em segundo lugar, se a grama sintética é tão boa para a prática de futebol, porque este senhor não colocou no Crystal Palace e no Lyon?", diz trecho da nota enviada pela Fenapaf, fazendo referência a outros dois clubes de propriedade de Textor (confira a nota na íntegra abaixo).
Textor fez esta comparação após a vitória do Botafogo sobre o Red Bull Bragantino, na última quarta, no Nilton Santos. Embora não haja veto a campos sintéticos, o Fluminense e a própria Fenapaf se manifestaram a favor da proibição. A CBF convocou a Comissão de Médicos para estudar o caso ao lado da Comissão Nacional de Clubes, formada por Atlético-GO, Fluminense, Fortaleza, Internacional e São Paulo, na Série A. Além disso, prometeu contratar uma consultoria internacional para analisar o tema.
- A saúde dos jogadores está em melhores condições no sintético. Temos uma alta qualidade que está creditada até por jogadores de outros clubes. As vezes, pessoas que nem pisam na grama ou jogam futebol falam bobagem. Eu queria que eles olhassem o sistema que nós criamos. A grama no Brasil é diferente. Olhe para todas lesões de tornozelo e nas pernas que tivemos em gramados ruins. Se vamos jogar em campos de bezerros na liga, as pessoas devem investir em campos 80% naturais e 20% sintéticos, que é o padrão das grandes ligas no mundo - disse Textor, que implementou a grama sintética no Nilton Santos para diminuir o desgaste com os jogos e shows, que se tornaram uma fonte de receita do clube.
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- Não critiquem nossa tentativa de tentar algo mais seguro para os jogadores. Vamos falar de elevar o nível. Querem ir para grama natural? Devemos formar a liga, oficializar um padrão, pagar e treinar árbitros. Vamos em frente. Vamos todos pagar 1.3 milhão de dólares (R$ 6,4 milhões) em cada campo, é isso que custa na Premier League. O Brasil merece a qualidade dos melhores lugares do mundo, futebol é bom como em qualquer lugar do mundo. Isso pode impactar nossos shows, mas arrumaremos um jeito. Se quiserem ir para a grama natural no ano que vem, nós iremos. Não enganem, não jogaremos em campo de bezerro, não faz bem aos jogadores.
Fonte: O Globo