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Filhote de peixe-boi resgatado com queimaduras e nadadeira amputada recebe rotina de cuidados no Pará
Foto: Reprodução

Xingu, como foi apelidado, foi resgatado na terça-feira (12). Uma das espécies mais ameaçadas de extinção da região, o animal está se recuperando no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Castanhal.

O filhote de peixe-boi-da-Amazônia resgatado na terça-feira (12), no Pará, vem recebendo uma rotina de cuidados para ganhar imunidade. “Xingu”, como foi apelidado, foi encontrado com queimaduras, devido à exposição ao sol, e com uma das nadadeiras amputadas.

 

Uma das espécies mais ameaçadas de extinção da região, o animal está se recuperando no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Castanhal, nordeste do estado.

 

“Ele não se equilibrava bem na natação e a gente está vendo uma melhora muito rápida. Isso é promissor e nos deixa otimista que o tratamento dele vai dar certo, que ele vai ficar muito bem”, diz Renata Emin, bióloga do Instituto Bicho d'Água.

 

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Na área de reabilitação, a respiração de Xingu é monitorada diariamente. Em poucos dias, o animal está mais esperto e se alimentando de cenoura e alface.

 

O filhote de peixe-boi-da-Amazônia foi resgatado em Porto de Moz, no sudoeste do Pará, e trazido para Belém. Em uma hora e meia de voo, Xingu ganhou banho e carinho para diminuir o estresse da viagem.

 

“Nos momentos de turbulência, a gente precisou abraçar ele , que ele ficava um pouco mais tenso”, afirmou Fernanda Attadeno, médica veterinária do ICMBio/Centro de Mamíferos Aquáticos.


Segundo o piloto do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará, Leopoldo Barbosa, o voo foi um pouco preocupante, porque o animal não pode vir preso, ele precisa vir solto.

 

O ferimento em uma das nadadeiras é característico de quem ficou preso em uma rede de pesca, diz a equipe que faz os cuidados do animal. A espécie é alvo de caçadores, que usam os filhotes para atrair as mães.


“É uma das estratégias que eles podem utilizar porque as mães são mais difíceis de aproximar. A mãe vem pra proteger e eles acabam conseguindo pegar a mãe mais próximo. E a mãe acaba sendo um animal maior, mais carne, então eles acabam tendo preferência por esse tipo de caça”, contou Fernanda Attadeno.

 

O filhote de peixe-boi foi encontrado no dia 4 de março encalhado na beira do rio xingu, por um pescador na região de Porto de Moz. Ele prestou os primeiros cuidados ao filhote.

 

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O pescador foi quem acionou a equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (IcmBio), da Reserva Extrativista (Resex) Verde Para Sempre.

 

Fonte: G1

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