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Financiamento em exportação: Argentina não tem dívidas em atraso com o BNDES
Foto: Reprodução

Saldo devedor a vencer, dentro do fluxo normal de financiamento, é de US$ 27 milhões; país vizinho pleiteia novo empréstimo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou US$ 2 bilhões em exportações de bens e serviços brasileiros de engenharia para a Argentina. Atualmente, o país comandado por Alberto Fernández não tem parcelas em atraso com a instituição. O saldo devedor a vencer, dentro do fluxo normal de financiamento, é de US$ 27 milhões. A nação vizinha pleiteia outro financiamento, com valor de quase US$ 700 milhões, e conta com a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


O montante refere-se ao financiamento a exportações de bens e serviços, prestados por empresas brasileiras, com destino àquele país. Nessas operações, como é praxe, o recurso é desembolsado no Brasil, em reais, para a companhia exportador, e o importador assume a responsabilidade pelos pagamentos da medida, com juros, ao BNDES.


Pela quarta vez neste ano, Fernández veio ao Brasil nesta semana para se encontrar com Lula, a fim de socorro financeiro para concluir o gasoduto Néstor Kirchner, na Patagônia. A expectativa do argentino é de conseguir um financiamento de US$ 689 milhões de dólares para a execução da segunda etapa da obra, na região de Vaca Muerta.

 

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Na ocasião, Lula afirmou que são positivas as perspectivas para que o BNDES financie o empreendimento. "Estamos trabalhando na criação de uma linha de financiamento abrangente das exportações brasileiras para a Argentina. Não faz sentido que o Brasil perca espaço no mercado argentino para outros países porque esses oferecem crédito e nós não", disse o presidente.

 

 

IMPACTO AMBIENTAL

 

Como mostrou o R7, o investimento em um gasoduto que utiliza técnicas de exploração consideradas nocivas ao meio ambiente contradiz a política ambiental e de transição energética que Lula defende desde a campanha eleitoral, segundo afirma o ativista climático brasileiro Ilan Zugman. Ele diz que o investimento atende muito mais ao lobby de empresas e políticos ligados ao setor de combustíveis fósseis do que a interesses nacionais de ambos os países.

 

"Investir no gasoduto de Vaca Muerta seria uma vergonha binacional. O governo brasileiro tem se colocado no cenário internacional como parceiro das questões das mudanças climáticas, mas, se essa intenção se confirmar, vai contra toda a narrativa que vem sendo construída nos últimos meses. Escolher investir em gás fóssil em vez de escolher investir em energia renovável é vergonhoso para o Brasil", diz Zugman.

 

Durante o fraturamento hidráulico, substâncias que estão dentro do poço vêm à tona, incluindo os solventes utilizados e os resíduos da extração. Isso pode levar à contaminação dos lençóis freáticos e ao vazamento de gases tóxicos na atmosfera, sobretudo o metano, o que contribui para o efeito estufa. Além disso, pode haver perda dos habitats de plantas e animais, declínio das espécies e degradação da terra.

 

A exploração de gás de xisto não é regulamentada no Brasil e chegou a ser proibida pela Justiça Federal em estados como Piauí, Sergipe, Paraná e São Paulo. Na ocasião, o Ministério Público Federal (MPF) apontou potenciais riscos ao meio ambiente, à saúde humana e à atividade econômica regional, o que fez com que a exploração fosse interrompida. 

 

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Fonte: R7

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