A diretoria do Fluminense ainda sonda o mercado em busca de um centroavante que possa suprir a carência de gols do time. Germán Cano, o artilheiro, já não marca há 12 jogos e tem apenas cinco gols em 26 partidas este ano. A melhor média é do reserva Lelê, autor de seis gols em 13 jogos, mas que se recupera de lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito. Por isso, a reposição será prioridade do clube na janela que se abrirá na próxima quarta-feira.
A falta de gols é gritante. O time tem 11 marcados em 14 jogos do Brasileiro e o mais recente feito por um atacante de origem foi o de Germán Cano contra o Atlético-MG no 2 a 2 do ultimo dia 4 de maio, em Cariacica — há mais de dois meses, portanto. No mesmo jogo, o meia Renato Augusto, que substituiu Douglas Costa, fez o segundo. Desde então, os quatro gols tricolores foram marcados por Ganso (2), Marcelo e Igor Gomes (São Paulo) contra.
Nessa nova janela para registros, o Fluminense terá mesmo de ser criativo e detalhista na busca de reforços. O recém-contratado Mano Menezes precisa de dois ou três jogadores mais jovens para ter boas opções na hora de injetar intensidade no jogo e suportar o desgaste imposto pelo calendário do segundo semestre. Agosto, por exemplo, trará de volta a Copa do Brasil e a Libertadores, torneios eliminatórios que podem ajudar ou afundar a autoestima do time.
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Dos 16 jogadores utilizados por Mano Menezes em seu jogo de estreia no Fluminense (1 a 1 com o Internacional, no Maracanã), 11 tinham mais de 30 anos de idade. A média da formação que iniciou a partida foi de quase 32 anos de idade — para ser mais exato, 31,7. E ainda assim porque a presença do trio André (22), Alexander (20) e Martinelli (22) baixou a média. E se a média beira os 32 anos, é sinal que a ideia de ter um elenco mesclado não saiu do papel.
A simples questão da média de idade dos jogadores nem sempre justifica o mau momento de um time — o Fortaleza, adversário deste domingo, também costuma iniciar os jogos com perfil etário parecido. Assim como o Criciúma, que faz boa campanha.
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No entanto, para a corrida de recuperação no Campeonato Brasileiro, com o sobrepeso da carga emocional, este fardo será dividido entre direção e técnico com olhar clínico nessa janela que possibilita ajustes no elenco. O histórico da Série A do Brasileiro mostra que atual pontuação do clube é a de quem precisa urgentemente de um novo super-herói.
Fonte:Extra