Mais sete meses de combates, é o que se espera. Já morreram cerca de 37 mil palestinos civis, a maioria mulheres, crianças e velhos
Caberá ao Tribunal Penal Internacional apontar eventuais crimes de guerra cometidos por Israel e o grupo Hamas no conflito ora em curso no Oriente Médio. Mas à Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne 193 Estados-membros, cabe desde já alertar o mundo que a fome como arma de guerra está sendo usada por Israel.
A ONU disse, ontem, que a quantidade de ajuda humanitária que entra na Faixa de Gaza caiu dois terços desde que Israel iniciou a sua operação militar na região de Rafah, no sul do enclave, este mês. Uma média diária de 58 caminhões de ajuda chegou a Gaza em 7 de maio em comparação com uma média diária de 176 caminhões de ajuda de 1 de abril a 6 de maio – uma queda de 67%. Pelo menos 500 caminhões por dia de ajuda e bens comerciais precisam entrar em Gaza.
Desde que a guerra Israel-Hamas começou, há quase oito meses, a ajuda a 2,3 milhões de palestinos entrou principalmente através de duas passagens para o sul de Gaza – a de Rafah, proveniente do Egito, e a de Kerem Shalom, proveniente de Israel. Mas as entregas foram interrompidas quando Israel intensificou as suas operações militares em Rafah. O Egito fechou a passagem de Rafah devido à ameaça que representa ao trabalho humanitário, mas concordou em enviar temporariamente uma reserva de ajuda e combustível através de Kerem Shalom.
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O vice-embaixador de Israel na ONU, Jonathan Miller, afirmou ao Conselho de Segurança da ONU, na quarta-feira, que Israel trava uma guerra contra o Hamas, não contra os civis: “É por isso que Israel está empenhado em facilitar a entrada de ajuda humanitária em Gaza a partir de todos os pontos de entrada possíveis.” Palavras ao vento, desmentidas pelos fatos.
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Tzachi Hanegbi, conselheiro de segurança nacional do governo israelense, admitiu que as operações militares na Faixa de Gaza continuarão pelo menos até ao final do ano: “Esperamos mais sete meses de combate para reforçar a nossa conquista e concretizar o que definimos como a destruição das capacidades militares e de governo do Hamas e da Jihad Islâmica”.
Fonte: Metropóles