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Fontes de água de katmandu: a chave para combater a seca no nepal
Foto: Divulgação

No coração de Katmandu, a capital do Nepal, um tesouro histórico está emergindo

No coração de Katmandu, a capital do Nepal, um tesouro histórico está emergindo como uma resposta inovadora para enfrentar a seca crescente e garantir a sobrevivência em um futuro cada vez mais incerto em relação à água.

 

As fontes de 1.500 anos, conhecidas localmente como dhunge dharas ou hitis, estão desempenhando um papel fundamental na busca por soluções sustentáveis para as crescentes demandas de água.

 

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A RIQUEZA ESQUECIDA DE KATMANDU

 

Bebedouro comunitário em Katmandu

 

Há mais de 1.500 anos, quando Katmandu era apenas um humilde assentamento, centenas de chafarizes de pedra pontilhavam a paisagem urbana.

 

Esses chafarizes eram a espinha dorsal do fornecimento de água comunitário, muito antes da introdução das modernas tubulações de água na década de 1890. Esculpidos em pedra intrincada, eles são um testemunho da engenhosidade de seus criadores.

 

Esses sistemas tradicionais de abastecimento captam água de fontes naturais nas montanhas e a direcionam por meio de canais, muitas vezes subterrâneos, até pontos de distribuição nas comunidades.

 

Construídos com técnicas tradicionais, como pedra e argamassa, eles podem abastecer vilarejos inteiros com água potável, sendo fundamentais para o abastecimento de água e para a cultura das comunidades no Nepal.

 

RESISTÊNCIA AO TEMPO

 

População utilizando o sistema milenar de água

 

À medida que o tempo avançou e a urbanização tomou conta do território, os antigos chafarizes foram esquecidos e negligenciados. Alguns secaram há décadas, quando a água encanada se tornou disponível nas cidades. Assim, a abundância de água, que costumava ser perene, diminuiu ao longo do tempo.

 

Apesar disso, a durabilidade dos hitis provou ser notável. O antigo sistema de água requer manutenção mínima e limpeza ocasional. Enquanto os projetos modernos de água potável têm uma vida útil de apenas 20 a 30 anos, esse sistema milenar vem fornecendo água de forma confiável com intervenção mínima humana por mais de 1.500 anos.

 

PRESERVANDO O PASSADO PARA O FUTURO

 

Criança bebendo água em um hiti

Foto: Reprodução

 

Por meio da restauração desses hitis, Katmandu está resgatando uma parte vital de sua identidade e enfrentando desafios contemporâneos — como os desastres climáticos — com soluções enraizadas na sabedoria ancestral.

 

Esses sistemas provaram ser inestimáveis em cenários climáticos adversos e desastres naturais. Em tempos de seca, a população pode contar com aquíferos e recursos de água subterrânea, enquanto em períodos de chuvas torrenciais, funcionam como amortecedores naturais, evitando enchentes e erosão.

 

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As fontes de 1.500 anos de Katmandu estão emergindo como heróis improváveis em um cenário de escassez de água crescente. Esses sistemas antigos oferecem soluções sustentáveis que podem funcionar por séculos com tecnologia mínima. Em um mundo que enfrenta uma crise hídrica global, a sabedoria do passado está se revelando essencial para o futuro.

 

Fonte: Mega Curioso

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