Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Após diversos alertas às autoridades, funcionários do Hospital Regional do município de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus, decidiram paralisar suas atividades na sexta-feira (30/08), véspera da realização do Festival de Praia deste ano.
A paralisação, segundo interlocutores, “é por conta de salários atrasados desde maio passado”. Desta feita, as reclamatórias partiram do quadro médico especializado, composto de clínicos, pediatras, anestesistas, obstetra, enfermeiros e cirurgiões.
A reportagem atestou que os funcionários contratados pela da Organização Social Positivo, contratada da Secretaria Estadual da Saúde para gerir a gestão do Hospital Regional de Lábrea após a prefeitura encerrar a gestão compactuada com o Governo do Estado.
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A parceria pós fim a participação colaborativa entre Estado e o município de “forma abrupta sem que parte dos relatórios da gestão salarial anterior ainda hoje não esclarecida pela prefeitura”, disse um funcionário recontratado que não saberia quem irá pagar seus os retroativos.
Desde que a OS Positivo deu início a um modelo de pagamento seletivo de salários alegadamente por repasses impontuais do convênio com o Estado, funcionários terceirizados passaram a receber o pagamento com atraso. “O que não teria ocorrido com o quadro médico especializado”, revelou fonte credenciado do Hospital de Lábrea.
Os valores dos salários não pagos ainda aos funcionários desde maio deste ano não foram revelados. Mas o jogo de empurra-empurra com a Organização Social acrescentou mais um capítulo, o de que “não temos contratos assinados”, diz profissional da área especializada em cirurgia do hospital.
Os funcionários rebelados ameaçaram esvaziar todos os setores de atendimento de usuários do SUS e entregar o Hospital Regional nesta sexta-feira (30), véspera da abertura dos festejos do “Festival de Praia de Lábrea de 2024” (mais conhecido como Festa do Sol).
O PIVÔ DE TUDO
Com o fim da “Gestão pactuada” entre o município e a Secretaria de Estadual da Saúde, o Hospital Regional passou a enfrentar crises na gestão salarial que, inclusive provocou de protestos de rua, com coleta de alimentos aos profissionais de saúde alegando dificuldades em casa, o que ocasionou campanhas de coleta de alimentos.
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Com as controvérsias geradas durante o conflito entre funcionários e a empresa O.S Positivo, a insatisfação salarial chegou ao quadro especializado que, agora, ameaça encerra todas as atividades “caso não sejamos pagos em 48 horas pela empresa”, o ultimato foi feito na última terça-feira (27) em nota divulgada pelos funcionários através das redes sociais e de internet com forte apelo às autoridades das três esferas de poder (Município, Estado e Federal).
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