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Furacão de categoria 6 pode ser possível? Entenda
Foto: Reprodução

A escala de Saffir-Simpson vai até o 5, considerado um furacão extremo; mas será que é possível superar esse nível?

O furacão Milton colocou os Estados Unidos em alerta devido à velocidade com que saltou da categoria 2 para a 5, considerada a mais extrema. Embora a tempestade já tenha baixado para o nível 1 após fazer estrago na Flórida, esse é o terceiro fenômeno extremo a atingir a região apenas esse ano e alguns pesquisadores defendem que pode ser questão de tempo até que tenhamos um evento de nível 6.

 

Desenvolvida por Herbert Saffir e Robert Simpson para classificar furacões conforme a intensidade dos ventos sustentados, de categoria 1 a 5. A escala é amplamente utilizada para prever o potencial de danos e preparar as comunidades para tempestades. A escala baseia-se exclusivamente na velocidade dos ventos sustentados de um furacão, medidos em km/h ou mph.

 

Os ventos de cada categoria indicam o tipo de destruição que pode ocorrer. Por exemplo, ventos da categoria 1 (119–153 km/h) podem causar danos moderados, como telhados danificados e quedas de árvores, enquanto ventos de categoria 5 (acima de 252 km/h) resultam em destruição catastrófica, com colapso de casas e áreas ficando inabitáveis por semanas ou meses.

 

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Embora a escala forneça uma indicação clara dos danos causados pelos ventos, ela não inclui outras ameaças associadas aos furacões, como tempestades de maré, inundações ou tornados, que causam muitas vezes destruição adicional.Como mencionamos, a escala do furacão não necessariamente é proporcional ao seu nível de destruição. O famoso Katrina, de 2006, foi um evento de categoria 3, mas é considerado um dos mais destrutivos já registrados, devido à zona altamente urbanizada em que passou e eventos adicionais.

 

Mas um estudo publicado em fevereiro Proceedings of the National Academy of Sciences alega que a categoria 5 pode estar ficando defasada. Conforme os pesquisadores, temperaturas “significativamente crescentes”, alimentadas pelas emissões de gases de efeito estufa, aumentam a energia disponível para os ciclones tropicais mais intensos.

 

Imagem espacial e térmica do furacão Milton

 

Na pesquisa, o grupo criou uma categoria 6 hipotética, que considera um limite mínimo de 308 kmm/h e comparou com alguns furações da era moderna. Pelo menos cinco eventos poderiam entrar nessa nova categoria.Os cientistas defendem que os perigos associados a um ciclone de categoria 5 estão aumentando à medida que as tempestades se intensificam acima do limite de 252 km/h da categoria 5 e que pode ser necessário alertar a população para um perigo maior.

 

Os resultados mostram que, desde 1979, as chances de um furacão do hipotético nível seis criado para o estudo dobraram desde 1979, principalmente na região do Golfo do México, onde o Milto está passando.O cientista climático Michael Mann, diretor do Penn Center for Science, Sustainability & the Media da Universidade da Pensilvânia, disse em entrevista ao USA Today, que uma nova categoria seria consequência do aquecimento global criado pelo homem.

 

Cientistas estudam a possibilidade de um furacão de categoria 6

Fotos: Reprodução

 

“Estamos testemunhando furacões que – por qualquer extensão lógica da escala Saffir-Simpson existente – merecem ser colocados em uma categoria totalmente separada e mais destrutiva das tempestades tradicionalmente definidas (categoria 5) como ‘mais fortes’”, escreveu Mann.

 

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Já o National Hurricane Center dos EUA (NHC) alegou que ainda são necessários mais estudos para comprar se realmente uma nova categoria é necessária. Além disso, segundo o órgão, como a classificação não contempla todo o potencial destrutivo do evento, ela muitas vezes pode prejudicar a comunicação. 

 

Fonte: Olhar Digital

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