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Furacão Milton: número oficial de mortos sobe para 17
Foto: Reprodução

Milhares de famílias do estado americano da Flórida vão passar o fim de semana tentando recuperar o que sobrou depois do furacão Milton. O número oficial de mortos subiu para 17.

 

A equipe do Jornal Nacional voltou nesta sexta-feira (11) para Tampa, uma das primeiras regiões atingidas pelo furacão Milton, com ventos de 200 km/h. Muitas pessoas tentavam fazer o mesmo caminho de volta para casa. Eram tantas, que o percurso de uma hora e meia levou o dobro do tempo.

 

No caminho, várias marcas do furacão: árvores caídas, placas derrubadas. Chegando em Tampa, a cidade fantasma voltava à vida. Antes do furacão, uma casa estava fechada e abandonada. Nesta sexta (11), trabalhadores foram fazer a limpeza. Tudo dentro da casa ficou destruído. Daniel e a equipe dele passaram o dia arrancando os armários, derrubando as paredes e retirando os escombros. Uma parte dos danos tinha sido causada pelo furacão Helene, de duas semanas atrás.

 

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“Mas o Milton veio e devastou tudo isso. Aqui era um quarto, mas não é mais... É muito triste de ver. Gostaria que não tivesse acontecido”, diz Daniel.

 

Tampa, nos Estados Unidos, depois da passagem do furacão Milton — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

 

A equipe do Jornal Nacional esteve no Centro de Tampa antes da passagem do Milton. Já tinha muito entulho deixado pelo furacão anterior. A cama continuou no local, o entulho aumentou, os galhos de árvore tomaram toda a calçada. Mas o vento não foi tão forte e nem a água subiu tanto quanto era esperado. A população também se preparou mais e conseguiu evitar o pior. Como Debra, dona de um restaurante.

 

“É caótico. Eu continuo dizendo que o que não te mata te faz mais forte. Fomos pegos desprevenidos pelo Helene. Nós tivemos água até a altura do quadril. Essa é a nossa marca de nível da água. Então, a razão pela qual você vê um restaurante vazio atrás de mim é que nós alugamos um caminhão e retiramos todos os equipamentos. Porque nós quase não aguentamos na primeira vez, não teríamos chance de repor tudo pela segunda”, conta.


Como Debra, mais de 2 milhões de pessoas ainda estão sem energia elétrica. O presidente Joe Biden disse que os estragos podem custar US$ 50 bilhões.

 

O governador da Flórida, Ron DeSantis, alertou que áreas alagadas ainda são um risco por causa de fios desencapados e destroços. Ele falou que vai acelerar a remoção de entulho. Vários caminhões estão passando pela cidade para retirar todo o entulho. Mas a limpeza pode levar semanas.

 

Moradores também se mobilizam para ajudar.

 

“Nós viemos de carro aqui na ilha. Nós temos muitos amigos que moram aqui na ilha, para ajudar, para dar apoio, para tentar ajudar a arrumar a casa", diz o médico Leonardo Costa.

 

"E oferecer ajuda, já que nós ficamos bem”, afirma a médica Rebeca Costa.

 

Repórter: Como é que vocês podem ajudar na limpeza?

 

Tampa, nos Estados Unidos, depois da passagem do furacão Milton — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Fotos: Reprodução

 

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“Na limpeza. Recolher galhos, móveis... Acabamos de chegar na ilha, indo para os endereços que a gente sabe para ajudar”, conta Rebeca.
Um esforço coletivo em solidariedade aos que precisaram recomeçar pela segunda vez em duas semanas.

 

Fonte: Jornal Nacional

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