Informações estão em depoimento de amiga. A polícia está convicta que o crime foi cometido pelo cubano Alejandro Triana Prevez, que morava em São Paulo. Segundo as investigações, ele veio ao Rio exclusivamente para matar Brent.
O galerista americano Brent Sikkema, assassinado em sua casa no Jardim Botânico no último final de semana, tinha acabado de comprar um segundo apartamento no Rio de Janeiro e desembarcou no Brasil com muito dinheiro em espécie.
O RJ2 teve acesso ao depoimento da amiga e advogada dele, que foi quem o encontrou morto dentro de casa.
Segundo o depoimento, o galerista chegou ao Brasil com uma quantia de 50 mil doláres, e que havia separado uma quantia de 40 mil doláres, para pagar as despesas anuais e os móveis da residência nova. Ela também falou que Brent estava com uma quantia em torno de R$ 30 mil.
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A amiga do galerista contou à polícia que tinha encontrado com Brent no dia 11 e que começou a estranhar que algo poderia terá acontecido no dia 15, porque a sua última visualização de mensagens era da véspera do crime, dia 14, e ele costumava sempre responder mensagens com rapidez. Foi então que decidiu ir na casa de Brent.
A mulher contou ainda que ao chegar no quarto onde estava o corpo de Brent - ele estava com as pernas para fora da cama, deitado de barriga pra cima, com uma toalha esticada sobre o seu corpo.
No cômodo, deu falta de um cordão e de uma pulseira de ouro da vítima, que seriam de valor, além de dinheiro. Na sala, ela reparou que uma caixa de madeira onde mantinha cópias de chaves estava vazia.
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Foto: Reprodução
SUSPEITO PRESO
A polícia está convicta que o crime foi cometido pelo cubano Alejandro Triana Prevez, que morava em São Paulo. Segundo as investigações, ele veio ao Rio exclusivamente para matar Brent.
A polícia conseguiu identificar o veículo usado pelo suspeito no Rio e depois chegou ao endereço de sua proprietária, em São Paulo. O carro tinha sido pedido emprestado por Alejandro com a desculpa de que iria utilizar o veículo para fazer trabalhos de entrega.
O cubano foi encontrado fugindo na BR-050, na madrugada de quinta-feira (18), em Uberaba (MG). Ele estava com 3 mil dólares da vítima.
O suspeito foi identificado após análise de imagens de câmera de segurança e coleta de informações. Segundo a polícia, foi feito um intenso trabalho de inteligência e monitoramento.
A polícia de São Paulo, que auxiliou agentes do Rio nas investigações sobre a morte do galerista fez uma perícia no carro utilizado pelo principal suspeito do crime e encontrou vestígios de sangue no veículo.
No apartamento do suspeito, também foram encontradas marcas de sangue em uma camisa e em um boné.
O caso é tratado como latrocínio — roubo seguido de morte. Mas a polícia não descarta existir mais participantes do crime, já que as informações ainda estão sendo apuradas. A polícia apura, por exemplo, se existe alguma relação entre o suspeito e o ex-marido da vítima - ambos são da mesma nacionalidade.
Segundo o laudo do IML, a causa da morte do americano foi “hemorragia interna e externa, lesão pulmonar e cardíaca,ferimentos incisos e perfuroincisos na face e tronco” (sic), causado por instrumento perfurocortante. O esquema de lesões, por sua vez, demonstrou que a vítima recebeu 18 (dezoito) golpes de faca, principalmente nas regiões da face e tórax.
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A faca utilizada no crime foi encontrada dois dias depois do homicídio, em uma perícia complementar feita na casa de Brent, no Jardim Botânico.
Fonte: G1