Galípolo ainda declarou fazer parte do grupo de diretores do BC que vê o balanço de risco para a inflação à frente assimétrico, com pressão de alta
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Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira achar curioso questionamentos de que diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderiam votar por uma elevação nos juros, enfatizando que toda a diretoria está disposta a fazer o que for necessário para perseguir a meta de inflação.
Em evento promovido pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito, Galípolo ainda declarou fazer parte do grupo de diretores do BC que vê o balanço de risco para a inflação à frente assimétrico, com pressão de alta.
“Ele é assimétrico não só porque temos mais itens de risco para alta de inflação, três (fatores de alta) contra dois de baixa, mas também por tudo que tem sido comunicado pelos integrantes do Copom e tudo que tem sido feito pelo Copom”, disse, citando preocupações da autarquia com mercado de trabalho apertado e cenário externo incerto.
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A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, que manteve a taxa Selic em 10,50% ao ano e passou a incluir um cenário de elevação de juros à frente se necessário, apontou que o balanço de riscos para a inflação permanecia com fatores em ambas as direções, mas destacou que vários membros já viam uma assimetria.
Galípolo ponderou, no entanto, que não “parece adequada” uma ideia de que mudar o balanço de riscos para assimétrico seria uma alteração de “guidance”, da orientação do BC para os próximos passos da política monetária.O diretor citou incerteza sobre os juros nos Estados Unidos e a atividade na China, além da elevação dos juros no Japão, cenário que tem provocado volatilidade acima do normal nos mercados, segundo ele, o que faz as informações econômicas “ficarem velhas rapidamente”.
Nesse ambiente de elevada incerteza, ele afirmou que os diretores do BC estão “totalmente dependentes de dados” para a tomada de decisões, sem que seja possível dar qualquer sinalização do que será feito nas próximas reuniões do Copom.
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Galípolo destacou que a projeção do IPCA para o primeiro trimestre de 2026, de 3,2%, é claramente tratada pelo Copom em sua comunicação como acima da meta, o que representa um sinal em relação a outros momentos nos quais o BC chegou a tratar projeções próximas de 3% como “em torno” da meta.
Fonte: BBC